Borboleta

Borboleta

quarta-feira, 2 de março de 2016

UM AMIGO - Fevereiro/Março 2016



A ESPONTANEIDADE
 

Eu sou Um Amigo.
De meu coração a cada um de seus corações, a Paz e o Amor.


… Silêncio…


Irmãs e irmãos, em sua humanidade e em sua divindade, eu vou, hoje, falar-lhes de coisas extremamente simples.
Se vocês têm necessidade de palavras ou de denominações, o que eu vou dizer-lhes é certo número de conselhos que lhes cabe verificar e experimentar, extremamente simples.
Isso poderia chamar-se o yoga da Verdadeira Vida, que recorrerá a certo número de elementos que eu vou desenvolver agora.
Isso se inscreve na sequência lógica, tanto da manifestação do Espírito do Sol, do Coro dos Anjos, e de seu próprio estado atual, de maneira coletiva e pessoal.


O primeiro dos elementos de que eu gostaria de falar-lhes é o que eu nomearei a espontaneidade.
Esses conselhos são muito simples, eles não recorrem a movimentos de vibrações ou de energia, mas, unicamente, à sua consciência, em sua globalidade, no que ela vive, experimenta e sente, neste período específico.
A espontaneidade concerne, portanto, à sua capacidade, em qualquer circunstância que você tenha a viver, para permanecer o mais espontâneo.
Isso permitirá, de maneira geral, afinar o processo da consciência manifestada aqui embaixo, a cavalo, como vocês sabem, entre sua consciência comum habitual e a consciência da Eternidade, em diversas proporções, segundo cada um de vocês.


A espontaneidade consiste em não refletir, em deixar emergir o que sobrevém, de maneira espontânea, em todo evento, em toda relação de sua vida, em seus fatos os mais simples.
Tomem por hábito, pela observação e a experiência, deixar desenrolar-se o que se desenrola no que vocês atuam nessa cena, sem procurar utilizar sua ferramenta intelectual, a reflexão ou qualquer circunstância adaptada.
Em face de um elemento que se produza em sua vida, o hábito quer que você tenha, sempre, por referencial, seu passado, a referência à situação ou à relação, o papel e a função de cada um, assim como o significado de um evento que sobrevém em sua vida, qualquer que seja.


Tente deixar para trás tudo isso.
A espontaneidade permitirá a você deixar viver o que há a viver, em cada instante, quer trate-se de uma subida emocional, quer trate-se de uma ação imediata e espontânea.
O simples fato de adotar esse comportamento quotidiano e rotineiro permitirá a você ver-se no trabalho na pessoa, e permitirá integrar essa noção de superação da pessoa e, portanto, em definitivo, aproximá-lo, se já não foi feito, e viver, mesmo, o desaparecimento da pessoa.


A espontaneidade é essencial, porque ela traduz o que sobe, tanto de sua pessoa, de sua alma, como de suas profundezas.
Ao observar isso, e sem ali refletir em relação a convenções de comportamento, convenções sociais ou, mesmo, convenções emocionais, você identificará o que motiva esse tipo de reação que você produz, esse tipo de ação, esse tipo de emoção e, mesmo seus hábitos quotidianos e rotineiros aparecerão a você pelo que eles são, ou seja, não pertencentes ao que você é, mas ao que você manifesta, simplesmente, na superfície desse mundo.


Ser espontâneo é não refletir.
Ser espontâneo é nada refrear.
Ser espontâneo é estar disponível, na totalidade e na integralidade, para viver o que há a viver, neste período, para cada um de vocês.
A espontaneidade desemboca, portanto, no desaparecimento, na transparência e na humildade.
Isso não requer, de sua parte, esforço de vigilância, mas, bem mais, um relaxamento, como se – eu digo, efetivamente, como se – você se deixasse levar pela Vida, sem fazer intervir sua própria pessoa.


Mesmo se há ofensa, deixe subir o que sobe, não se concentre nisso.
Se é que a reação possa ser violenta, quer ela seja interior ou exterior e, unicamente, nesse caso – que é, acima de tudo, bastante raro – eu o remeto ao fato de adiar, conscientemente, toda forma de reação a algumas horas.
Exceto esses casos extremos, toda emoção é capaz de ser vista pelo que ela é, ou seja, uma reação da pessoa, uma reação social, que nada tem a ver com o que você é em sua eternidade.
Isso criará, de maneira habitual, uma tomada de distância, o sentimento real de ver-se agir sem, contudo que o que você é agisse.


A maior parte do que se produz em suas relações, em qualquer meio que seja, é, sempre, mesmo se você seja liberado vivo, marcada de hábitos, do histórico, mesmo se ele seja ultrapassado.
Aliás, os liberados vivos especificarão, se você encontra isso, muito precisamente, o que acontece no momento em que uma ação não é mais oriunda da pessoa e no qual ela é vista como algo de efêmero.
Isso é independente, como eu o disse, por exemplo, da resposta do coração ou da amplificação de suas vibrações ou de suas Coroas, que você pôde pôr em serviço, por exemplo, a conselho de nosso Comandante, há mais de um ano e meio.


O que eu digo, hoje, é profundamente diferente e, no entanto, é totalmente adaptado ao que se desenrola em seu campo de consciência como no campo de consciência coletiva da humanidade.
Ver os prós e os contras, pôr-se no distanciamento sem renunciar a qualquer elemento concernente ao que você é, tanto em sua pessoa como além de toda pessoa, simplesmente isso colocará, automaticamente, seu ponto de vista na Eternidade, em detrimento do efêmero.
Isso poderá aparecer-lhe, quando das primeiras experiências, como um sentimento estranho de desdobramento; não é nada disso.
Porque, muito rapidamente, você observará que você se habituará, de maneira evidente, a esse ponto de vista diferente, colorido, é claro, pelo que você é na eternidade, ao invés do que você conhece em seu efêmero, inscrito entre o nascimento e a morte desse corpo.


Você observará, também, que, ao adotar essa espontaneidade, uma forma de paz bem específica ganhará, qualquer que seja a emoção manifestada, mesmo se se trate de uma raiva ou de um medo, ou de não importa qual outro tipo de emoção.
Isso lhe permitirá, então, claramente identificar, cada vez mais facilmente, o que você é e o que você não é.
Você observará, também, que o conjunto do que podia parecer-lhe abrupto, intransponível, incapaz de superar a emoção, o hábito, far-se-á, espontaneamente, sem qualquer ação de sua pessoa, uma vez que, de todo modo, você está no ponto de vista diferente da espontaneidade.


A pessoa não conhece a espontaneidade, quer seja nas relações, quer seja no exercício de qualquer atividade que seja, porque isso é, sempre, colorido pela experiência, pelo hábito e pela repetição.
Hoje, a espontaneidade leva-o a ser cada vez mais novo, em cada circunstância, em cada sopro, em cada imprevisto como em cada previsto, o que lhe dá, então, a capacidade para deixar nascer o que já está aí, ou seja, bem mais do que a paz: o Amor incondicionado.
Isso corresponde, perfeitamente, ao que foi explicado pelas Trindades arcangélicas e do feminino sagrado.


Se você adota essa espontaneidade constatará, facilmente, uma modificação de seus estados de humor, uma modificação de suas necessidades fisiológicas, assim como uma perda de identificação ao que o segurava, ainda, até agora, apegado, se posso dizer, a modelos de comportamento passados, a histórias, a memórias, a feridas ou, mesmo, a alegrias.
Você descobrirá a liberdade de ser, nesses instantes, sem ter necessidade de refugiar-se, de alinhar-se ou de colocar a questão ao seu coração.


Essa espontaneidade permite o desaparecimento do fogo vital e sua substituição pelo fogo vibral, quer você perceba as vibrações ou não.
A ação desse fogo vibral far-se-á, então, de maneira privilegiada, nos sintomas corporais, físicos, sensíveis, quer você sinta por hábito, quer seja uma dor em um determinado local de seu corpo, um gestual específico ou, ainda, sintomas recorrentes que sobrevêm em caso de emoção forte ou de contrariedade.


O segundo elemento que eu abordarei após a espontaneidade vai concernir, diretamente, ao Amor, em qualquer relação e em qualquer circunstância que você tenha o hábito de empreender, como em face do imprevisto.
É claro, sua pessoa ou o que você é, em verdade, manifesta e tenta manifestar o Amor, quaisquer que sejam, eventualmente, as intimidações, para alguns de vocês, que vocês podiam, ainda, sentir no interior de si em face de algumas relações.
O Amor de que eu falo, que é incondicionado, nada tem a ver com seus hábitos e seu amor pessoal, legítimo mesmo, concernente aos seus próximos, suas paixões ou seus interesses.
Esse Amor não depende de você, nem do outro, nem da situação, qualquer que seja, mas é uma emanação espontânea de seu ser, que se situa ou que se aproxima de sua eternidade.


Naquele momento, você observará bem mais do que o que foi nomeado, há vários anos, a Fluidez da Unidade.
Você constatará, de maneira global, e cada vez mais clara, que o conjunto do que você pode colocar como atenção, como ideias, como atos, mesmo, realiza-se com prontidão, sem atraso.
Há, portanto, aí também, através da imediaticidade, a percepção direta do que é o Amor e sua vivência, sem condição alguma e sem qualquer pessoa, abolindo, definitivamente e de maneira, frequentemente, abrupta, doravante, a diferença que você pode perceber através de formas diferentes, de atrações diferentes ou de situações diferentes.


Isso lhe permitirá, também, concretizar e ver, por si mesmo, o que foi nomeado, há anos, «a cena de teatro», «o observador» e «o ator da cena de teatro».
Isso lhe permitirá aumentar, sem esforço, o estado de elevação vibratória, mesmo se você não o perceba, o que lhe dá acesso, cada vez mais, à paz e à tranquilidade.
Sem esforço, sem ter necessidade de retirar-se de uma situação ou de uma pessoa, simplesmente, posicionando-se, aí também, no que foi nomeado o Coração do Coração – mas sem esforço.


Apreenda bem que a Inteligência da Luz, por sua importância atual, permite-lhe, a parir do instante em que você porta sua consciência e sua atenção na espontaneidade, em um primeiro tempo, e no que eu acabo de dar agora, permitirá a você perceber a realidade do Amor, a verdade da Unidade, assim como a realidade da ação transcendente do Amor, em qualquer dificuldade que seja.
Isso participará, grandemente, da noção de perdão, mas esse perdão não virá da pessoa ou de uma intenção, mas, simplesmente, da intenção de Amor manifestada, preliminarmente, em qualquer circunstância que seja.


O terceiro elemento de que eu desejo falar-lhes, concernente a esse yoga, de algum modo, da Verdadeira Vida, mas compreenda bem que é uma expressão pronta, e que não tem correspondência com o que eu pude comunicar há numerosos anos, sobre o yoga da Unidade ou da Verdade.
Vocês entraram, de algum modo, agora, em trabalhos práticos e aplicações absolutamente concretas do que vocês são, na eternidade, em qualquer situação e em qualquer relação que seja.


Essa tomada de distância conduzirá, muito rapidamente, à ausência de distância entre toda coisa e entre todo ser.
Isso lhes permitirá verificar, pela própria experiência, que seu ponto de vista não tem mais valor que aquele do outro.
Nessa situação, não há responsabilidade nem culpa de um ou do outro, houve apenas dissonância, que corresponde à lei de atração, que corresponde ao que há a iluminar, a pôr no face a face, mas que não tem qualquer objetividade, a partir do instante em que seu ponto de vista situe-se fora de sua pessoa e, eu diria, portanto, fora do ego ou da vantagem pessoal – uma vez que não haverá mais, naquele momento, nem você nem o outro.


Do conjunto dessas coisas que eu lhes dei, de momento, o mais importante continua e continuará, vocês constatarão, se já não foi feito, a espontaneidade.


Essa espontaneidade é, também, o fator essencial da Liberdade e, também, da Autonomia.
De fato, não pode existir Liberdade e Autonomia sem espontaneidade.
Essa espontaneidade deve exprimir-se no aqui e agora, no instante presente, sem considerar o que quer que seja mais que não o que se vive, de maneira intensa, naquele momento, seja um ato benigno da vida quotidiana como uma confrontação importante com outra pessoa.
Pôr a Luz à frente é, efetivamente, deixar a Luz trabalhar sem interferir, pelo menos um dos dois lados da relação, e, no caso, você.


Lembre-se de que não é questão de explicar o que você vai viver.
Não é questão, tampouco, de encontrar uma causa, ou de buscar outra coisa que não o Amor que se revela, e que virá pacificar o conjunto de circunstâncias que podem, ainda, resistir em você, tanto no ambiente como em você mesmo, como em cada situação.
Isso lhe permitirá, também, viver o estado de Graça, cada vez mais frequentemente, esse estado de Graça no qual nada vem perturbar o que se desenrola em sua vida, o que quer que se desenrole, quer seja de sua intenção ou da intenção das circunstâncias da Luz em seu ambiente.


Eu o lembro de que se, você experimenta qualquer dificuldade nessa espontaneidade, ou nos outros critérios que eu desenvolvi, bastará, muito simplesmente, ou adiar, como eu disse, sua emoção algumas horas – e você verá, por si mesmo, que ela terá desaparecido – ou, simplesmente, se você não consegue desprender-se da situação, da relação ou da emoção, ou de seu mental, simplesmente pensar em respirar amplamente.
Essa respiração que movimenta, como você sabe, a penetração das moléculas vibrais ao nível de seu baço, de sua cabeça e de seus pés, o que vem, então, impulsionar o próprio sentido do desaparecimento de uma pessoa, e vem, então, solucionar, pela própria Graça da Luz, e não por sua vontade ou por seus hábitos, o que lhe parece haver a solucionar.
E fará, além disso, desaparecer de você todo ressentimento e toda busca de culpa para com um ou outro, para com você ou o outro, o que desemboca, como foi explicado, no perdão total, o que o faz conscientizar-se, se posso dizer, de que tudo isso é, realmente, uma cena de teatro, que não implica emoção, reação, se não é de amar e de estar em paz.


Isso o fortificará no sentido de sua Presença, mesmo nesse mundo – mesmo não sendo mais desse mundo, você estará, então, ainda mais presente nesse mundo – e permitirá, então, tomar distâncias em relação às suas emoções, seus engramas, suas alegrias como seus desprazeres.
Você não será identificado às suas alegrias, nem aos seus prazeres, nem às suas raivas, nem às suas emoções.
Em todo caso, para aqueles de vocês em que permanecem esses elementos, em proporções aparentes ou, mesmo, incômodas, atualmente.


Você observará, então, também, que no âmbito do que foi nomeado, no ano passado, a co-criação consciente, as palavras e as ações que sairão de você nada mais terão a ver com o hábito.
Sua voz será transformada, seu discurso será profundamente diferente, seu olhar mudará, seus gestos mudarão, o que conduzirá a sempre mais facilidade, a sempre mais evidência em sua vida, qualquer que ela seja, o que quer que você tenha a viver neste período.
Isso o fará sair, também, inegavelmente, da noção de urgência, da noção de buscar os sinais, porque você não terá mais necessidade, então, de qualquer sinal, quer seja geofísico, quer seja econômico, o que o coloca na cessação de projeção em relação a uma esperança, qualquer que seja, ou a uma expectativa, qualquer que seja.


Nosso Comandante explicou que não havia mais data, porque você não depende mais de uma data.
O que depende de uma data é o evento coletivo, mas não mais o evento individual.
Dito em outros termos, em seu discurso ocidental, isso quer dizer que você vive, real e concretamente, o processo ascensional que, para alguns de vocês, é preliminar à Liberação coletiva, o que lhe dá acesso ao Ilimitado e ao sentimento real de liberdade interior, que nenhuma liberdade exterior pode aportar.
Quer você seja deficiente, quer você seja rico, quer você esteja doente, quer você seja avô ou que você seja jovem, isso não fará qualquer diferença, e isso será palpável, se posso dizer.


Eu falei, durante esse yoga, que você poderá observar uma modificação de sua fisiologia.
Isso concerne, essencialmente, à quantidade de sono, à quantidade de alimentos de que você tem necessidade, real e concretamente.
Você observará que, quanto mais você está nessa paz, mais você está nessa alegria, mais você está inscrito no ponto de vista da Eternidade, menos você terá necessidade de consumir esse mundo, se posso dizer, em qualquer nível que seja.
Sua nutrição tornar-se-á, real e concretamente, interior.
Naquele momento, você constatará, por exemplo, que poderá muito bem realizar uma atividade física intensa sem ter necessidade de nutrientes, de açúcares ou de alimentos.
Isso pode ser em qualquer outro domínio.
Se você é artista, observará, naquele momento, que uma espontaneidade maior permite-lhe manifestar sua arte sem esforço.
Nas relações afetivas, você se tornará, naquele momento, desprendido de tudo o que podia ofendê-lo, mesmo em um amor humano o mais autêntico.
A paz não será mais, simplesmente, algo que será vivido quando de seu desaparecimento ou de seus alinhamentos, mas, sim, como algo de onipresente a cada minuto de sua vida.


Mas, para isso, é preciso começar e iniciar o processo, e a palavra-chave que você deve guardar no espírito é essa noção de espontaneidade, porque tudo decorre dela.
A Luz é livre e não depende de qualquer circunstância, isso você sabe, você o vive, para alguns, no interior de si; convém, agora, manifestar isso.
Como diria o Comandante, atualizar, mesmo nesse mundo, mesmo em sua vida, mesmo em qualquer relação, sem exceção alguma.


Qualquer que seja a emoção que possa manifestar-se, em qualquer coisa que você possa viver, à primeira vista, como violenta, e de qualquer natureza que seja, encontre sua espontaneidade.
Mesmo se exista uma raiva, a menos que ela não seja, particularmente, violenta, deixe-a estar, não para vivê-la, mas, sim, para ver que você não é essa raiva que sai, e que se trata de mecanismos inconscientes rotineiros ligados à esfera do ego, à esfera das emoções ou, ainda, dos hábitos.


Essa postura é muito simples a pôr em prática.
Uma vez que ela seja iniciada, como eu disse, ela se estabelecerá com cada vez mais facilidade e com uma capacidade maior de resiliência, de transcendência e, é claro, de superação de si mesmo, sem esforço e sem querer expulsar ou controlar qualquer pessoa que seja, qualquer relação ou situação que seja.
Assim, você restituirá ao outro – assim como a si mesmo – a liberdade.


A circunstância, a relação, a interação não corresponderá mais a esquemas preestabelecidos e inscritos em seu programa de vida.
Haverá uma cena de teatro, então, totalmente espontânea e que é preliminar, se posso dizer, ao desaparecimento, tanto do ator como do espectador, como da própria cena de teatro.
Aliás, sem você se aperceber, alguns de vocês aproximaram-se desses estados, mesmo sem serem liberados vivos.
É o momento no qual, no curso de uma conversação, no curso de uma ação que você tenha decidido empreender, tudo desaparece, a própria intenção não existe mais, o que você estava dizendo não existe mais, há um silêncio, como uma espécie de buraco negro, que o toma, naquele momento.
Não reclame, porque isso corresponde, exatamente, ao processo da espontaneidade, vivido com desarmonia, na qual há uma defasagem ente a pessoa e sua eternidade, o que faz com que a pessoa encontre-se como congelada.
Ria disso, porque é, já, um primeiro esboço da espontaneidade.


Se você está vigilante a essa espontaneidade, você não será, mesmo, mais perturbado por esses fenômenos intercorrentes de sua vontade pessoal, de suas ações ou, mesmo, de suas discussões; você se colocará, naquele momento, instantaneamente, na paz e, então, a vida retomará seu curso.
Mas você não será mais, jamais, o mesmo, em circunstâncias idênticas.


Pouco a pouco você fará, portanto, o aprendizado, por vezes, de maneira muito violenta, através de ressonâncias que se criam, do que você poderia nomear oposições e confrontações violentas; tudo isso desaparecerá, porque a paz será, efetivamente, mais forte do que o antagonismo.
Isso corresponde, de maneira individual, menor, ao que foi chamado, pelas profecias, «os três dias de trevas» ou «os três dias de estase».
O desaparecimento não é mais desaparecer para esse mundo, mesmo se isso aconteça para muitos de vocês, cada vez mais frequentemente, mas encarnar, inteiramente, o Amor na simplicidade no aqui e agora, para que, realmente, a pessoa desapareça pela potência do próprio Amor.


Se você aceita esses mecanismos que eu acabo de descrever, e se você os põe em prática, constatará, facilmente, os efeitos em seu bem estar, mas, também, em sua própria pessoa, você constatará o desparecimento de pontos de tensão.
Além da modificação das necessidades, como eu expliquei, uma paz nova, um estado de ser diferente aparecerá, no qual tudo o que concerne ao aspecto vibral, mesmo o mais intenso, manifestar-se-á, será percebido, mas não provocará mais sua consciência no Coração do Coração, porque você terá se tornado, você mesmo, em sua vida, em qualquer circunstância e em qualquer relação, o Coração do Coração, ou seja, o Amor.
Você terá, então, naquele momento, transcendido sua própria pessoa, a resiliência e a transcendência serão, portanto, totais e cada vez mais evidentes, tanto para você como ao seu redor.


Lembre-se de que, se isso lhe parece escapar, você pode ajudar-se por algumas expirações e inspirações.
Se você tem o som da alma, então, pense em seu som da alma.
Se você sente o Canal Mariano, pense, naquele momento e, unicamente, nas fases iniciais, em seu Canal Mariano.
Mas tome cuidado para não habituar-se a um elemento de resposta como, por exemplo, a resposta do coração ou a resposta vibratória porque, a um dado momento, isso, também, deve desaparecer, para deixar lugar à transparência a mais total, e para a Vida, em sua essência, além de toda pessoa, mesmo se se trate de duas pessoas.


Você poderá observar, muitos de vocês, mesmo se você não tenha podido viver, age agora, a liberação pela Onda de Vida, mesmo se você não conheça os três componentes da Onda de Vida, você observará que, nas situações em que há injunção da Luz à espontaneidade, manifestações sensíveis aparecerão sob as suas plantas dos pés, em diversos lugares.
Isso é um apelo.
Não para mais Luz, mas para estar perfeitamente presente no que há a viver para você.
Perfeitamente presente que quer dizer, é claro, não estar na referência a um passado, não estar na referência a uma ferida passada e, no entanto, ainda viva, e não estar na referência a uma convenção social ou moral ou, mesmo, afetiva, na relação entre duas pessoas.


Nessa espontaneidade, quando ela estiver, se posso dizer, suficientemente aparente, eu disse que sua Vox não será mais a mesma, mas a voz do outro também.
Isso corresponde, efetivamente, ao desaparecimento de duas personalidades, o que põe a nu, de algum modo, o Amor.
Você constatará, também, certo número de modificações, não de sua consciência ou de suas percepções, mas da ação direta da Luz, não mais, unicamente, no que você é, não mais, unicamente, na relação, mas, diretamente, por sinais evidentes de sincronia.
Quer seja passeando na natureza, na qual você receberá uma ajuda maior dos povos elementais, quer seja em seus sonhos, quer seja em seus contatos transdimensionais ou, ainda, no que é chamada, por exemplo, a telepatia.
Você constatará que, ao pensar em alguém, ele o chama, que, ao pensar em certo tipo de relação que possa parecer-lhe ofensiva e sofredora, que ela se apazigua, independentemente, mesmo, da relação, independentemente, mesmo, do reencontro ou de qualquer contato.
É assim que, independentemente da circunstância ou da pessoa com a qual você se relaciona, o Amor cria-se.
Aí também, não há esforço porque, a partir do instante em que você solta o sentido de ser uma pessoa nesse caso, o Amor toma o lugar e toma seu lugar, o lugar do outro, e dissolve, literalmente, as feridas que, em definitivo, concernem apenas aos entraves de seu face a face e nada mais.


Trata-se, portanto, hoje, mais do que nunca, de uma aplicação prática no terreno da terceira dimensão, de tudo o que foi vivido interiormente como processos vibratórios, como leituras e como transformações sucessivas durante esses anos.
É, portanto, de algum modo, uma forma de conclusão, mas, bem mais, uma forma de preparação final, que lhe garante sua capacidade de desaparecimento quando do momento do apelo de Maria.


É claro, outros sinais foram dados, como a faculdade de desaparecer, mas isso lhe mostrará, de maneira mais segura, que existe cada vez menos apego a você, mesmo estando muito mais interessado pelo Amor, quer seja para com um filho, quer seja para com uma paixão ou em qualquer relação de conflito que possa existir.
Porque o Amor nada conhece de tudo isso, e você é o Amor.


Você vai dar-se conta de que tudo o que o segura no coração faz apenas segurar-lhe no coração.
Você vai dar-se conta de que, quando seu amor é condicionado, ele desemboca, inexoravelmente, na contrariedade e no sofrimento.
Não pode ser de outro modo, e cada vez mais agora.
Se você sai da espontaneidade, você constatará, também, que o sofrimento volta, qualquer que seja
Se você se aproxima da espontaneidade, o sofrimento regredirá, sem qualquer ação exterior, sem qualquer vontade de fazer desaparecer esse sofrimento.
Ele evaporará, literalmente, pela potência do Amor e pelo desaparecimento de sua pessoa.
Você será, efetiva e concretamente, liberado da pessoa, sem ter necessidade de passar, se posso dizer, pelos mecanismos de vibração da Onda de Vida, pelo Canal Mariano ou por qualquer estado que tenha sido vivido até agora, ou não.


A espontaneidade é, portanto, a simplicidade da vida em seus mecanismos e suas engrenagens as mais materiais, se posso dizer, que, paradoxalmente, conduzem você à Eternidade e ao céu.


Eu o engajo a fazer a experiência e a vivê-la.
Se, contudo, isso aparecer-lhe como inconclusivo, isso quer dizer, simplesmente, que existe, em sua pessoa, um mecanismo de controle inconsciente, que não quer soltar.
Ora, existe, nesse nível, apenas um único mecanismo inconsciente de controle que impede a espontaneidade, que eu nomeio: o medo da morte.
Convirá, então, colocar-se, de maneira filosófica, em você, o que quer dizer a morte.
Você observará, então, naquele momento, que, a partir do instante em que você evoca o princípio da morte, tanto para você como para um ser próximo ou como para esse mundo, nascerá uma forma de tensão que será, sempre, localizada ou na garganta ou no peito.


O simples fato de ver e identificar isso permitirá, sem qualquer ação, ao olhar esse incômodo ou esse sofrimento, pelo simples olhar, permitirá dissolver esse bloqueio, o que lhe mostra, assim que, o que quer que você viva, qualquer que seja o grau de liberdade que você tenha vivido, sua busca espiritual foi levada pelo medo de seu próprio desaparecimento.
Mesmo e, sobretudo, naqueles de nossos irmãos e irmãs que diriam que não têm medo da morte, porque eles têm vivido fora desse corpo, porque eles têm vivido algumas experiências fora desse corpo, que os fazem dizer que eles sobrevivem à morte.


Mais exatamente, não é o medo do desaparecimento ou da morte, mas o medo da passagem pelas portas da morte.
Nisso, você nada pode, enquanto não está inteiramente liberado de si mesmo.
Isso se chama de reflexos de sobrevivência arcaicos, inscritos nos programas de vida nesse mundo.
Só o Amor pode ali pôr fim.
Você não pode ali pôr fim por si mesmo.
Você não pode ali pôr fim por qualquer trabalho, qualquer que seja, e para muitos de vocês, mesmo por qualquer experiência que seja, mesmo contatos com seres de Luz, mesmo contatos com desencarnados, próximos de você ou não, ou contatos com qualquer outra forma de entidades que lhe dê a segurança, se posso dizer, do além.
Mas isso não é tudo, porque passar de um estado a outro é e continuará, sempre, uma passagem.
Como toda passagem, convém deixar para trás o que obstrui.
Você não pode passar de um estado a outro sem ter, preliminarmente, colocado o Amor à frente, porque a Passagem é, sempre, um novo nascimento, e um acesso ao desconhecido, que aterroriza, pelos reflexos de sobrevivência inscritos em seu efêmero.


Eu falei, também, de sua voz, de seu estado interior, da paz que se estabelecerá naquele momento.
Você constatará, também, muito proximamente, que, mesmo em nossas intervenções como Anciões – e isso valerá, também, para as Estrelas como para os Arcanjos – que todos, tanto vocês como nós, falaremos com a mesma voz, nas mesmas frequências e no mesmo ritmo.
Isso corresponde, inteiramente, ao décimo primeiro corpo, ou seja, o Verbo Criador, e está em relação direta com a co-criação consciente e o que lhes foi dito pelos Arcanjos da Tri-Unidade arcangélica, assim como as Estrelas responsáveis pela Tri-Unidade do feminino sagrado.
É, portanto, a integração, em seu efêmero, da dimensão da Androginia Primordial, que se exprime pelo Verbo, que irradia o Amor, que deixa lugar para Cristo e que se comunica, de maneira direta, com os outros planos.


Isso permitirá, se já não foi feito, ativar o que foi chamada, há muito tempo, deMerkabah interdimensional pessoal, a percepção da Lemniscata Sagrada ou, em todo caso, a vivência dessa Lemniscata Sagrada.
Cabe a você descobrir, se já não foi feito, as diversas manifestações que possam produzir-se nessa ocasião.
Nós lhes deixamos o tempo da experimentação, e esperamos ter a oportunidade, se o tempo nos permitir, de dar-lhe explicações em relação a isso – que, no entanto, não têm necessidade de serem dadas, mas que vai satisfazê-lo, de algum modo.


Permitam-me, agora, pôr fim às minhas palavras e estar com vocês na instalação da Tri-Unidade descrita nesses últimos dias.
Eu saúdo sua eternidade, eu saúdo sua chama e eu saúdo o Amor que nós somos.
Eu permaneço, agora, silencioso com vocês, ao seu lado, de cada um de vocês, como em vocês, alguns instantes.
Então, juntos, nós nos acolhemos.


… Silêncio…


Eu sou Um Amigo.
Do coração do Um ao coração do Um.


… Silêncio…


Até logo.




Publicado por:
Blog: Les Transformations

MARIA - Fevereiro/Março 2016




TRI-UNIDADE DO FEMININO SAGRADO


Eu sou Maria, Rainha dos Céus e da Terra.
Filhos bem-amados, dignem-se a acolher o Manto Azul da Graça e receber as minhas bênçãos.


… Silêncio…


Eu venho, então, na sequência de minhas irmãs Estrelas, Ma e Gemma, para completar o que lhes foi dito concernente à Tri-Unidade do feminino sagrado.
Minha presença e minha ação visam estabilizar e pacificar o que deve sê-lo, nesse processo que lhes descreveram minhas irmãs.


… Silêncio…


Na hora em que numerosos dentre vocês, despertos ou ainda adormecidos, pressentem a iminência da vinda do céu sobre a Terra há, como vocês o constatam, uma paz cada vez maior que está aí – é claro, não na superfície desse mundo – e no mais íntimo de vocês isso é perceptível, em vocês.


Tudo o que se desenrola em vocês, tudo o que se desenrola em sua vida concorre para crescer, se posso dizer, em Paz e em Amor.


… Silêncio…



Minhas palavras serão, também, pouco numerosas neste dia, porque não é mais tempo de serem regados por palavras ou vibrações, mas, bem mais, de serem nutridos por si mesmos, por sua eternidade que está aí, por sua Presença, pelo conjunto de seus sentidos, como pessoas ou além de toda pessoa.
O tempo é para a evidência do que já se produz em vocês.


Já há numerosos meses, como lhes foi explicitado e revelado, nós estamos em vocês, e de maneira visível e exterior para aqueles que estão, ainda, separados do que eles são, nós estamos, também, o mais próximo de sua dimensão, tendo-nos prontos, como vocês, para o que há a viver.


Cada vez mais, como vocês o constatam, tanto para vocês como para o conjunto de meus filhos, onde quer que estejam, quer eles tenham me reconhecido ou não, não resta mais do que o Amor ou o medo.
O medo é, ainda, e ainda mais agora, apenas a resultante, de fato, da incerteza do Amor para vocês.
A Tri-Unidade do feminino sagrado visa iluminar esses últimos medos, quer sejam aqueles do mundo, aqueles de seus próximos, os seus, as situações.
Não se esqueçam – e isso se vê e se vive – de que a Inteligência da Luz está cada vez mais ativa, cada vez mais presente, cada vez mais manifesta; mesmo se, para vocês, isso se traduza pelo medo, pouco importa.
Não parem, deixem eclodir o que quer eclodir em vocês, porque o que eclode, nesse mundo, pode, por vezes, ser doloroso, antes da libertação.
Mas qualquer que seja a dor, isso não é nada diante do que eu chamaria a amplitude e a intensidade do Amor.


As túnicas de Luz, eternas, recobrem-nos, agora, com cada vez mais facilidade, sua eternidade manifesta-se, cada vez mais, a vocês, qualquer que seja a resultante para a sua pessoa, até que vocês se reconheçam, verdadeiramente, no que vocês são, bem mais do que toda aparência e todo jogo ao qual vocês ainda aderem.


Como minhas irmãs disseram não há, verdadeiramente, uma conduta específica, não há técnica, nada mais há que não a rendição de tudo o que resiste, não lutando, não se opondo, mas, verdadeiramente, capitulando a todas as resistências e oposições que não são vocês.
É o mesmo na sociedade e no mundo.
Tudo o que é obsoleto e que não é verdadeiro desagrega-se sob os seus olhos, com uma intensidade maior a cada dia.
O medo ou o Amor, na escala de cada um como na escala do mundo, é isso que seus olhos e seus sentidos observam nesse momento.


O desconhecido está à suas portas, tanto a porta de seu coração como a porta do mundo.
Os reajustes necessários fazem-se por si mesmos, e escapam, de algum modo, de toda vontade e de todo controle, o que pode dar, a priori, a impressão de caos.
Mas esse caos é apenas o nascimento de sua eternidade, a lembrança que desperta do que jamais pôde desaparecer, mesmo se vocês não o vejam, mesmo se vocês não o percebam, mesmo se vocês não o vivam, ainda.
Seus sonhos, suas modificações de sua própria pessoa, traduzem isso.


Eu posso dizer, então, que tudo se refina, que tudo se prepara e tudo está pronto, tudo está em ordem.
Não existe qualquer erro, qualquer falta, qualquer perturbação, exceto para o que já está morto e que desaparece.


Muitos de vocês estão mais do que prontos para viver o meu Anúncio.
Mesmo aqueles que, entre meus filhos, opõem-se de maneira, talvez, mais virulenta, ao inevitável, são tomados, hoje, de dúvida diante da evidência; mesmo se há, ainda, a recusa ou a raiva, mesmo se vocês tenham a impressão de que possam negociar alguma coisa, a aceitação coletiva está pronta para ser desvendada e vivida.


Os elementos precisos que lhes foram comunicados pelos Arcanjos, pelos Anciões; eu mesma intervim antes do Natal.
Vocês vão constatar, cada vez mais frequentemente, que tudo se resolve no silêncio de seu ser, no silêncio de sua pessoa.


Vocês não estão mais na preparação, nem nos preparativos, como foi dito pelo Comandante, vocês estão no que foi nomeado a atualização, ou seja, a precipitação, de maneira visível, de tudo o que foi anunciado pelos místicos e profetas nos séculos passados.
Tudo isso se desenrola sob os seus olhos, mesmo se vocês o recusem, ainda.
Os sinais abundam em cada canto desse mundo.


Eu posso dizer que, para retomar as expressões do Comandante, a borboleta sai da crisálida e secas suas asas para tomar seu voo na Eternidade.
Vocês tudo fizeram e nós tudo fizemos, uns e outros, onde quer que estejamos, para que isso aconteça da maneira a mais fácil que seja.
Nós sempre dissemos – e vocês o vivem, aliás – que tudo será retardado até o extremo limite, para que o máximo de meus filhos tenha a oportunidade de viver, em toda tranquilidade, o que já está aí.


O Manto Azul da Graça, o Manto Azul de Miguel, o conjunto das estruturas vibrais deixam lugar, de algum modo, a essa vacuidade que pode, por vezes, confundi-los ou surpreendê-los.
Como o disse Gemma, como nós todos repetimos, cada coisa está, precisamente, em seu exato lugar, em função do respeito da liberdade e, mesmo, para aqueles que o creem, no livre-arbítrio.


A Luz é Amor e o Amor fica e permanece o Amor, mesmo diante do que poderia parecer, sob os seus olhos, ser terrível.
Muitos dentre meus filhos saem, de algum modo, da linearidade do tempo, e maravilham-se com o que eles vivem, tanto na natureza como entre eles ou neles.
A Graça e os milagres são cada vez mais abundantes.


Inúmeros de vocês, como o disse Gemma, percebem e sentem em si – seja por sonhos, seja por premonição ou sensações – a chegada do sinal celeste.
Mas isso é apenas uma aparência, vocês sabem, que é um marcador para vocês, mas que é bem mais do que isso.
Como eu lhes disse, o conjunto de circunstâncias das embarcações da Confederação Intergaláctica, o conjunto de suas vidas e de seus sistemas presentes sobre a Terra são, já, banhados, se posso dizer, no novo e no renovado.
Sejam indulgentes, primeiro consigo e com cada um de meus filhos.


O perdão, como foi dito, é fundamental, porque é o único modo, no que pode ainda resistir, de ver a realidade de um de meus filhos que se oporia a outro filho que é você.
Não fique nas aparências, não fique nas reações que seriam, até o momento, lógicas.
De fato, não adote qualquer ponto de vista, nem o seu, nem aquele do outro.
Entre na evidência, a Luz chama você de maneira, por vezes, virulenta, aí também, mas tudo o que se desenrola nesse mundo, como em cada um de vocês, é apenas a finalização de sua liberação.
Quer vocês tenham um futuro ou não nos Mundos Livres, na Fonte, no Absoluto, isso não faz qualquer diferença.
Não há nem pessoa a invejar nem nada a temer.
Mais que nunca, e de maneira flagrante agora, tudo está em vocês.


O melhor acompanhamento apenas pode vir, agora, de você mesmo, mesmo se nós estejamos aí, mesmo se a Luz esteja aí, porque vocês mesmos são nós e são a Luz.
Vocês o veem?
Não é mais tempo de jogar os jogos das aparências, os jogos da busca.
Não é mais tempo de compreender, mas é tempo de conhecer, do interior.
A injunção da Luz leva-os, aliás, a isso.


O apelo dos Arcanjos, na ordem em que lhes foi dada e apresentada por eles mesmos, prepara, à sua maneira, a Tri-Unidade do feminino sagrado.
Embora vocês estejam prontos, embora tudo esteja concluído e realizado, restam todos os meus filhos que estão, ainda, adormecidos, mas não temam, porque cada um de vocês passará pela Verdade, pelo buraco da agulha.


Se há um conselho que eu possa dar aos meus filhos que experimentam, ainda, o medo ou que poderiam desesperar-se por não viver alguns estados, eu lhes digo: «aliviem-se».
Aliviem-se do que os fere, do que não tem qualquer substância ao olhar da Eternidade.
Frequentemente, minhas irmãs Estrelas disseram, há numerosos meses, para amar e viver.


Eu sei, pertinentemente, talvez, contrariamente aos Arcanjos que jamais puseram seus pés sobre essa Terra, o que é dar à luz, o que é sofrer, mas eu conheço, também, a Eternidade, eu conheço a fé, eu o vivi.
O que eu vivi segundo, no sentido da própria história ilusória desse mundo, através da separação de meu filho, nesse sofrimento terrível vocês se forjam.
Porque alguns de vocês que estão, ainda, adormecidos, têm necessidade desse fogo purificador e desse sofrimento para ver além e para superar tudo o que é sofrimento no conjunto desse mundo.
Alguns de vocês descobrem, mais recentemente que outros, a Verdade.
Por vezes, com raiva, por vezes, com facilidade.
Como foi dito, também, coloquem sempre, sem qualquer exceção, o Amor à frente.
Façam o melhor que puderem. Mesmo se esse amor seja condicionado, coloquem-no à frente, apesar de tudo, isso será, sempre, melhor do que outra coisa.


Aí onde você está é, exatamente, o que você precisa, não para sua pessoa, não para a satisfação de seus prazeres, de seus desejos, ou a sedação de seus sofrimentos, mas tudo concorre para o estabelecimento da Verdade.
Meu filho havia dito, antes de Seu Retorno: os tempos seriam abreviados – as tribulações – e cada dia que passa sem que nada seja, ainda, visível em seu céu, concorre para encurtar os tempos e para abreviar os sofrimentos, para o período que se estenderá entre o meu Apelo e a dissolução final.
O que quer que você experimente, o que quer que você viva, a Vida Una é bem mais importante do que suas preocupações, do que suas obrigações, do que suas esperanças ou do que suas dúvidas.
Tudo o que se desenrola em sua vida forja sua eternidade, mesmo se você duvide disso.
Não se esqueça, como o disseram minhas irmãs antes de mim, de que o Amor apaga toda dúvida e toda raiva.
O Amor é o único bálsamo, e amplamente suficiente, eu diria, para viver o que você tem a viver, o que quer que você tenha a viver.


É, verdadeiramente, tempo de acolher e de recolher o que eu nomearia os frutos de sua eternidade nesse mundo.
Meu Filho disse: «Amem-se uns aos outros» como Ele os amou, sem discriminação e sem favoritismo, sem exclusão, tampouco.
E diga-se que, hoje, mais do que nunca, você não pode pretender encarnar o Amor que você é enquanto rejeita o que quer que seja de sua vida ou do que a vida propõe a você.
Vá além de tudo o que parece opor-se, ou frear, ou bloquear o que você é.
Eu o lembro de que a Luz e o Amor serão, sempre, simples,
Eles não têm necessidade de qualquer explicação de sua vida aqui embaixo ou de sua pessoa aqui embaixo.


Vocês são os filhos do Amor, porque toda criação é o resultado do Amor, mesmo aqui, nesse mundo.
A Liberdade que se oferece a vocês de nada mais necessita do que deixar morrer o que não é Amor, sem nada rejeitar, sem nada recusar.
Então, esteja certo de que, se você adota esses preceitos, a alegria será palpável e visível em todas as coisas, como em cada um de vocês.


Tudo está pronto, como eu disse, então, aproveite cada minuto e cada sopro para estar, ainda mais, em sua eternidade, para estar, ainda mais, no que o Amor pede a você, sem esforço nem compreensão, nem atitude nem ação porque, mesmo se você não o veja, distintamente, o Amor é evidência, e tudo concorre, sem exceção, para sua liberação.
E eu diria, mesmo, sobretudo, se isso possa parecer-lhe, de seu ponto de vista pessoal, ir contra isso.
Não tire conclusões precipitadas, não projete qualquer interpretação.
Diga «sim» à vida e «sim» ao Amor, e «sim» à Luz.
Esse sim não vem de sua pessoa, é um «sim» que deve vir das profundezas de seu coração.
Aceite nem sempre tudo compreender e aceite, também, nem sempre tudo viver, sobretudo, se você não vive o que lhe explicou minha irmã Gemma.
Porque, mesmo para você, isso se realizará no último momento, quando eu o chamar.


Não se esqueça, eu diria, tampouco, de cada dia que você vive, estar na Luz antes de dormir.
Ao ocupar-se de seus filhos, de seu trabalho, de seu esposo, de sua esposa, tenha um pensamento de Amor, não para projetá-lo, mas, bem mais, para ser iluminado do interior, por você mesmo.
Porque o corpo imortal está, doravante, ao mais próximo de você.
Alguns de meus filhos já estão liberados, vocês sabem disso, em diferentes ocasiões – quando do nascimento da Onda de Vida, quando de algumas reuniões entre vocês – e outros não o são ainda, eles não o sabem.


Seja indulgente e bom com todos, e tente jamais fazer diferença ou distinção.
De algum modo, se posso dizer, cultive o Amor que você é, deixe-o florescer, quaisquer que sejam os esforços dessa floração, quaisquer que sejam os sofrimentos, por vezes.
Lembre-se, também, em cada circunstância, do que é essencial e do que não o é.
O que não é essencial é o que passa, o que não dura, jamais, como uma emoção, como os pensamentos, como traumatismos, sofrimentos; incline-se na Alegria, incline-se na Verdade, não aquela que você pensa compreender ou ver, mas aquela que se vive por si mesma.


Aproveite dos lugares nos quais a Luz é onipresente, em seu coração, na natureza, mesmo nas relações afetivas, quaisquer que sejam.
Seja espontâneo.
Aliás, você observa, muitos de vocês, que as coisas desenrolam-se, mais frequentemente, assim que você ali pensa, sem pôr em prática o que quer que seja, quer seja para um reencontro, quer seja para um evento de qualquer natureza.
Isso deveria mostrar-lhe que o que age não é você, mas a Inteligência da Luz e a ação de Graça.


Aproveite desses tempos que você tem para ajustar, cada vez mais finamente, o efêmero e o Eterno.
Não há melhor modo de escapar de sua própria pessoa, da influência do tempo, da influência da sociedade, da influência dos condicionamentos oriundos dos modos de vida.
Isso lhe foi dito de inumeráveis modos.
Verifique por si mesmo.
Como foi dito, também, o que quer que a Vida ofereça-lhe ou tome-lhe, isso não faz qualquer diferença, porque haverá, sempre, a Inteligência da Luz e a revelação do Amor que crescerá, dia a dia.
Eu posso dizer, também: faça o melhor que você possa.
Não lhe é solicitado o impossível, é-lhe solicitado, simplesmente, ser justo e claro consigo mesmo, a iluminação da Luz ajuda-o nisso.
As resistências que retornam ou que voltam a manifestar-se ajuda-o, também, nisso e em nada mais.
Não há qualquer punição, há apenas o estabelecimento total do que é.


Eu não falo, mesmo, de fé ou de oração, eu falo de evidência do que está aí.
Então, se a Graça inunda-o, renda graças, você mesmo, à Vida, renda graças aos seus inimigos, às circunstâncias dolorosas como às circunstâncias felizes.
Em definitivo, por trás dos véus da pessoa que resta não há diferença.
Não se esqueça, tampouco – como havia dito o Comandante, há quase um ano – de que tudo o que você vê no exterior, de que tudo o que lhe parece exterior, apenas pode ser visto porque isso está presente em você.
Não há culpado, não há vítima, há apenas circunstâncias que nem sempre são vistas em sua finalidade e em sua beleza.
Mas nada do que lhe é escondido, que concirna a você, que concirna a esse mundo, permanecerá na sombra e permanecerá escondido.
É isso que se produz em você.


Você vê isso na natureza, você o vê através dos reencontros que você vive com os povos da natureza, você o vê, também, em seus vegetais que se transformam, você o vê nas nuvens que não são mais as mesmas, você o vê e vive através da irradiação do Sol, que nada mais tem a ver com o que ele era, você o vê nas mudanças que sobrevêm, tanto em você como ao seu redor.
É claro, há, também, inúmeros de meus filhos que parecem, a priori, afundar nos entraves da materialidade.
Não julguem porque, de fato, eles fazem apenas exprimir, inconscientemente, o medo da perda de suas ilusões, de seus sonhos.


Não se preocupe, porque tudo está perfeito, para cada um de vocês.
Tudo está ajustado, tudo está em ordem, mesmo na desordem aparente.
Vá, portanto, além de toda aparência.
Entre, como foi dito, cada vez mais profundamente, em seu Coração do Coração, aí, onde tudo se desenrola.
Porque, se isso se produz em você, então, você constatará que, em definitivo, nada se produz no exterior, se não é a desagregação e o desaparecimento do que foi alterado.
Seja confiante, não em sua pessoa nem em nós, mas confiante no Amor que você é.
Mesmo se lhe aconteça de não senti-lo, de não acreditar, tanto sua vida é difícil, não fique nisso.
Porque, se você está, verdadeiramente, no Coração do Coração, você nada tem a esperar, porque não há nem passado, nem presente, nem futuro, o tempo não existe mais para você, nesses casos.


Como minhas irmãs, antes de mim, disseram, mesmo as necessidades fisiológicas são chamadas a, ainda, modificar-se.
Lembre-se do que foi anunciado pelos profetas, mesmo se isso seja reduzido em termos temporais, é inevitável e irreversível.
Você tem trabalhado para isso.
Em definitivo, tudo o que se desenrola convida-o a ver-se sem qualquer julgamento, sem qualquer tomada de partido, porque é o que você escolheu, mesmo e, sobretudo, eu diria, se você compreenda ainda menos, hoje, o que se desenrola.


Não julgue.
Lembre-se, Ele havia dito, também, meu Filho, e muitos outros depois Dele: «Na medida com a qual você julga, você se julgará a si mesmo.».
Não á qualquer castigo.
Mesmo para aqueles que o Comandante chamou de maus rapazes, porque eles são, também, meus filhos – mas eles não o viram.
Eles construíram muros, ao redor deles, devido ao medo do desconhecido, ao medo da falta, à necessidade de controlar, de apropriar-se.
Mesmo eles – e, sobretudo, eles – não os julgue.
Porque qualquer que seja sua eternidade vivida, você não está, ainda, liberado dessa carne, mesmo se você seja liberado vivo, e tudo o que se revela agora será ainda mais evidente após a estase, após o meu Apelo ou durante o meu Apelo.
Porque mesmo no ato o mais oposto ao Amor, quer seja o fato de um homem como da sociedade ou de um grupo de homens, há apenas uma experiência que se desenrola, que permite a eclosão do Amor, mas você não poderá vê-lo enquanto você mesmo não estiver liberado interiormente.
Mesmo isso, não se deve julgar.


É por isso, também, que minhas irmãs Estrelas, assim como os Arcanjos e o Comandante falaram, das virtudes do perdão durante este período, perdão, antes de tudo, a si mesmo, perdão, antes de tudo, àqueles que se opõem a você, àqueles que estão na negação, àqueles que querem perpetuar a ilusão.


Vocês devem tornar-se heroicos, os heróis do Amor.
Isso não demanda qualquer esforço, contrariamente aos esforços que vocês colocam para resistir, mesmo inconscientemente.
Eu concebo, ainda, que, para muitos de meus filhos – mesmo muitos – o mundo das emoções, o mundo do mental, o mundo da ilusão sejam a única realidade que eles conhecem.
Mas, mesmo nisso, não pode haver incompreensão para nós, como para eles, no momento vindo.


Eu não tenho outras palavras a acrescentar.
O Fogo do Céu junta-se ao Fogo da Terra e transmuta-a.
Isso acontece em vocês, essa alquimia.
É sua ressurreição.
É sua liberação; deixem-na viver-se.
A Tri-Unidade do feminino sagrado não tem, mesmo, que ser chamada, como a Tri-Unidade arcangélica, ela está aí, a partir do instante em que você solta – instantaneamente.
Não há, mesmo, demanda para formular oração ou para elevar, há apenas que deixá-la nascer em vocês, para que ela apareça em seu verbo, em seus olhos, em seus gestos e na realidade de seu perdão.
Lembre-se de que não á culpado, porque toda vida é Amor, mesmo aqui embaixo e, sobretudo, agora.


Então, permitam-me, aqui e aí, onde vocês estão, fazer o silêncio agora e comungar, no Coração de Cristo, no Espírito do Sol e no Coro dos Anjos.


… Silêncio…


Permaneçamos assim, no infinito da Verdade.
Se vocês me escutaram ou se vocês me leram, coloquem-se, fiquem tranquilos e acolham.


… Silêncio…


Eu os deixo, agora, nesse Coração do Coração, na Paz da Eternidade, e eu permaneço em vocês.
Onde quer que vocês estejam, permaneçam assim, o tempo que isso lhe agrade e enquanto o tempo não existe.
Nutram-se disso, é o que vocês são.
E eu os aperto em meus braços, aqueles de uma mãe amorosa que perdoará, sempre, tudo ao seu filho, porque essa é a regra do Amor.
Eu os amo, todos, sem condição, onde quer que vocês estejam situados.


… Silêncio…


Vão na paz.


… Silêncio…


Eu estou com vocês para a eternidade.
Quem quer que você seja, quem quer que você creia ser e o que quer que você se torne, porque você é a Vida, você é a Verdade e você é o Caminho.
Até logo.


… Silêncio…




Publicado por:
Blog: Les Transformations