Borboleta

Borboleta

quarta-feira, 6 de julho de 2016

O IMPESSOAL - Q/R - Parte 5 - Julho 2016


Impessoal e povos da Natureza

impessoal

Parte 5

Julho 2016




Acolhamo-nos uns aos outros, no Amor e na Paz.


... Silêncio ...


Onde quer que você esteja, estou. 

Você que está aí, você que está por todas as partes, acolhamos, no coração do Único.

E, novamente, perguntemos. Perguntemos a respeito da Vida, perguntemos a respeito da pessoa, perguntemos a respeito do Mistério, aí onde o silêncio prevalece, onde nenhuma resposta pode satisfazer e, no entanto, nos conduz até a porta do Íntimo, até a porta da Verdade. Então, perguntemos. 



Pergunta: há um vínculo, ou uma conexão especial, entre os dragões e as libélulas?

Bem amado, há uma similitude quanto às deslocações no ar. Em certos idiomas, a libélula é chamada o «dragão que voa». A analogia corresponde ao Ar e ao Fogo cujas duas entidades são portadoras. Evidentemente, a libélula está inserida em sua realidade tridimensional, o que não é o caso para os dragões. Há uma diferença importante quanto ao tamanho e a sua constituição, mas os elementos de mobilidade, de deslocação, são os mesmos. O voo do dragão, assim como o voo da libélula, reenvia à liberdade do sopro e à liberdade do fogo. O um como o outro, explora, em oitavas diferentes, a mesma realidade. A consciência da libélula como a do dragão, têm as mesmas capacidades de deslocação e de informação. As funções ao nível deste mundo encarnado, não têm, evidentemente, nada a ver. De modo que há uma similitude e uma conexão através da deslocação e através da liberdade.

A aparência dos dragões, ainda que em uma forma diferente à das libélulas, dá uma coloração, tal como estão presentes também nas libélulas. 

Aqui estão as analogias que podem ser encontradas.

A massa não é a mesma, a finalidade e a função, também não são as mesmas. Alguns dragões os tem revelado sua função ao nível da Terra, neste período transitório da própria consciência de um estado a outro. 


Aqui está a resposta do silêncio a esta pergunta, e a resposta da vibração.


... Silêncio ...


Perguntemos. 


Pergunta: em sua última intervenção, Metatrón disse que se unia a Miguel para endireitar o eixo da Terra. Constatou-se recentemente uma mudança de 17º com respeito à posição do Sol,  tem a ver com a ação de Metatrón? Se efetuará a correção total do eixo da Terra antes dos três dias de estase e em que implica isso? 

O restabelecimento do eixo da Terra começou desde a passagem da segunda Estrela, portanto, iniciou-se no início de seu ano 2016. Não basta Metatrón, ainda que unido a Miguel, para restabelecer o eixo da Terra. Eles são os agentes operadores através das emanações procedentes do cosmos, da Fonte, do espaço profundo do cosmos, de Sirius e do Sol.

A retificação, o restabelecimento do eixo da Terra será acompanhado, quando esteja finalizado, de eventos nunca antes vistos, modificando o equilíbrio dos continentes, das massas de água, permitindo à Terra poder receber a totalidade da emanação cósmica. Está, também, diretamente relacionado com a aproximação do astro que os é, todavia, invisível a seus olhos de carne, mas visível com infravermelhos, o que seus olhos não podem ver e que, no entanto, é visível pelas tecnologias modernas de seu mundo. Portanto, as consequências são inumeráveis quanto à dissolução de qualquer estrutura carbonada, de qualquer montanha e de qualquer oceano.

Não há, necessariamente, uma concomitância entre o Chamado de Maria e a finalização da retificação do eixo da Terra. Segue sendo, no entanto, uma probabilidade, uma possibilidade. Em um plano que qualificaria de lógico, o basculamento final da Terra deverá situar-se, mais ou menos, em ressonância com o planeta-grelha final, e, então, após o Chamado de Maria e após os 132 dias de tribulações. No entanto, e assim como o Comandante lhes havia dito, nada disto é fixo nem imutável, e adapta-se segundo a Inteligência da Luz e seu ajuste com as últimas zonas de resistência coletivas e planetárias.

A consequência disso, é um desaparecimento da consciência de toda forma carbonada, acedendo a sua eternidade, para alguns com este corpo, e para uma grande maioria, sem este corpo efêmero.

Mas, o mais importante não são os acontecimentos geofísicos ou os acontecimentos referentes a seu corpo e à sobrevivência deste corpo, mas, bem mais, a retificação de sua consciência, realinhando com a Fonte, revivificando em vocês o Juramento e a Promessa.

No entanto, se as circunstâncias exigem-no, quanto ao mecanismo, desta vez da Ascensão da Terra para sua quinta dimensão, este acontecimento poderá ser adiantado, mas em nenhum caso, atrasado.

O importante é sua liberdade e sua liberação, bem como a Ascensão da Terra, e não tendo nada a ver com qualquer elemento concernente à sobrevivência do que é efêmero. Já não há, como foi o caso durante os Casamentos Celestes e até 2012, uma noção de limite de consciências despertas. Este limite, vocês o sabem, foi amplamente superado e segue crescendo a cada dia. Cada vez mais consciências humanas e não humanas, reencontram sua eternidade no seio deste mundo. Então, não há, propriamente dito, nenhum obstáculo, mas, bem mais, um ajuste cada vez mais fino entre o efêmero e o eterno. 

Cada dia que passa de seu tempo terrestre, estabiliza um pouco mais a consciência, ela mesma, em seu devir e em sua eternidade.


... Silêncio ...


Quanto mais os dias passam, mais a probabilidade de simultaneidade com os acontecimentos descritos, há muitíssimo tempo, pelos profetas como por diversos intervenientes, se fará cada vez maior.

A sucessão do que poderiam nomear os “eventos terrestres” é conhecida desde sempre. Assim como foi anunciado por Sri Aurobindo, há muito tempo, a Obra no Azul e a Obra no Branco permitiram limitar as desordens, não da Terra, mas as desordens da consciência ao nível dos irmãos e irmãs humanos. Cada dia é um dia ganho, qualquer que seja o cansaço, qualquer que seja a esperança ou o desespero. Nosso olhar não é o olhar de seu efêmero, mas o de sua eternidade. Então, viva cada minuto de sua vida como se fosse o último, não há melhor maneira de fazer a paz em si e de fazer a paz ao seu redor. Lembrem-se desta noção essencial de perdão consigo mesmo e com o mundo, com o próprio confinamento. O perdão libera vocês e os coloca automaticamente em ação de Graça, ou, inclusive, em estado de Graça.

Então, juntos, rendamos graças ao tempo concedido e à intensidade da Luz que se propaga a cada dia de seu tempo, cada vez mais. As consequências deste reajuste e deste realinhamento entre o efêmero e o Eterno, lhes permitem ver ao seu redor, em seus círculos mais próximos, mas, também, por todas as partes no mundo, o medo ou o Amor, a paz ou a guerra, em vocês como ao seu redor.

Vendo-o e vivendo-o, vocês afirmam, não sua escolha que já está feita, mas seu posicionamento de consciência, e, isso, com cada vez mais lucidez.

Aquele que crê haver, ainda, algo que melhorar ou mudar, não está em paz consigo mesmo. Aquele que está em paz é aquele que aquiesceu a sua própria ressurreição, continua a viver sua vida o melhor que pode, portador de sua eternidade e de seu efêmero, irradiando em seu meio e no conjunto da terra.

Portanto, em vocês, em cada um de vocês, para além das vibrações, para além das percepções, o essencial que há a observar é, diria eu, seu grau de paz, sua intensidade, sua presença, permanente ou não, porque esta paz é o melhor marcador de sua tranquilidade e de sua humildade.

Vocês Já não necessitam mais de nós para ver com seus olhos, sem enganos, o que se desenrola em vocês como neste mundo. Segundo seu ponto de vista, podem nomear isso « mecanismo de extinção global » ou, então,   « Ressurreição », tudo depende de onde se situam. Tudo depende, não das circunstâncias de sua vidas, mas, bem mais, de sua capacidade para estar estabelecido na estabilidade do coração, apesar das circunstâncias que poderiam ser nefastas para sua pessoa, seu corpo ou suas vidas em todos os seus aspectos.

Daí decorre a paz, inquebrantável, estável e permanente, que só depende de uma coisa: de sua instalação no coração e, já não na pessoa. O conjunto das circunstâncias de suas vidas individuais, de seus ambientes pessoais, é muito exatamente o que precisam, de maneira individual, para realizar isso. Não vejam aí, também, não, um objetivo a atingir, mas, sim, a oportunidade de estar em paz com vocês mesmos e com o mundo, com perdão e com humildade. Vivam cada minuto como se não restasse nenhum mais, não há melhor maneira de estar no presente eterno, na Paz e na Verdade. 


Aqui está a resposta do silêncio e a resposta da vibração..


... Silêncio ...


Perguntemos. 

Pergunta: você pode aportar alguma luz a respeito de quatro acontecimentos vividos ao longo destes anos? O primeiro: em uma sessão de osteopatia, minha consciência foi projetada durante uns minutos em um águia. O segundo: entrando em um quarto, meus olhos fizeram um zoom sobre a parede de frente. Fechei os olhos; reabrindo-os, tudo estava normal. O terceiro: de pé, senti-me flutuar da esquerda para a direita. Meus olhos não podiam ser fixados sobre nenhum ponto, como se olhasse pela janela de um trem em alta velocidade. O quarto: uma noite, acordei, inesperadamente, e aos pés da cama, umas silhuetas olhavam-me. Por trás delas, via o céu estrelado pela janela. Fechei os olhos achando que havia fechado as persianas. Reabri os olhos, o quarto estava às escuras. Levantei-me e, efetivamente, comprovei que o céu estava cheio de estrelas, enquanto na véspera estava nublado. Estas quatro experiências estão em relação com o sentido da visão. O Que quer dizer? 

Bem amado, sem querer relacionar estas quatro experiências, cada uma delas corresponde, antes de tudo, a mecanismos que foram nomeados, há anos, « deslocalização da consciência », e a estes eu o remeto. No entanto, você entende bem, que a abertura da consciência, que seja ao nível de seu aspecto visual ou de qualquer outro aspecto sensorial, só está ligada a esta particular fase, onde há um ajuste e uma sincronização do efêmero e da Eternidade, desbloqueando, é claro, certo número de portas de acesso à deslocalização da consciência e à capacidade do supramental de viver estas manifestações. Sua consciência tem passado, pois, por diferentes vias, tocando o que, até agora, era invisível e não perceptível. 

Portanto, há, durante estas experiências, a demonstração para você, de que já não há, verdadeiramente, uma predominação do efêmero sobre sua eternidade. A abertura de determinadas Portas, a finalização da síntese ou ressínteses do corpo de Existência, através das Portas, mas também pelo Canal Mariano ou pela Onda de Vida, lhe permite viver como se a matéria não existisse mais, permitindo-lhe ver para além das paredes, permitindo-lhe ver o invisível, permitindo-lhe ver o que estava longe como estando perto, ao nível da matéria.

Sem aprofundar em explicações específicas a cada uma de suas quatro experiências, saiba, simplesmente, que há aí, uma ação direta causada por este ajuste, correspondendo, recordo-o, independentemente à sobreposição do corpo de Existência, à colocação em movimento da Lemniscata sagrada e à Merkabah interdimensional pessoal, permitindo-lhe ver o outro lado do véu e abrindo novos potenciais espirituais que, o recordo, estão ligados, essencialmente, às Estrelas e ao nome que levam estas Portas / Estrelas, que estejam situadas na cabeça ou no corpo. Em particular nos mecanismos de percepção para além da visão comum, assim como foi explicitado por No Eyes e por Snow, permitindo-lhe, então, viver, sem pedi-lo, a realidade dos intervenientes ao pé de sua cama, como ver através das paredes ou das persianas, ou mesmo, mudar a distância focal de seu olho.

Estas experiências – e existem inumeráveis – permitem apoiá-los e desincrustá-los do apego da consciência ao efêmero, a uma forma e a uma história, mostrando-lhe que, mesmo no seio de seu ambiente quotidiano, existem outros mundos que eram a você até agora invisíveis. 

Devo precisar, também, que este mecanismo, por agora, parcelário para muitos despertos, chegará ao conjunto da humanidade, que, então, estará confrontada, no momento do Chamado de Maria, ao conjunto de seu ambiente sutil. Alguns estarão na alegria, outros estarão aterrorizados por suas próprias criações mentais e emocionais. Cada um reagirá de maneira profundamente diferente em função do que co-criou no seio deste mundo. Não se trata de um castigo ou de uma retribuição, mas, bem mais, de ver a realidade de sua consciência efêmera, bem como a realidade de sua consciência eterna.

Poderá haver uma sincronicidade total para os que tenham vivido a ativação das Coroas, para os que sejam liberados viventes e para os que se beneficiem das últimas graças de Maria. Os que estejam na negação, os que estejam na materialidade, o materialismo e o apego à matéria, não viverão a paz. Mas, é através deste terror ou destes acontecimentos desagradáveis, que estes irmãos e estas irmãs humanos, encontrarão o impulso final para reencontrarem-se. Quero dizer com isto, não há nada a julgar, não há nada a reprovar, como sempre, só há que atravessar isso.

A Luz brilhará pela noite, mas nunca será uma luz exterior, mas, bem mais, sua luz interior que iluminará, então, de maneira abrupta, a partir do Chamado de Maria, o que constitui o conjunto de seu efêmero. Lembrem-se, no entanto, que quaisquer que sejam os possíveis terrores, tudo isso só representa um impulso para refugiar-se em sua Luz, no Coração do Coração, onde cada um deverá passar, no mais tardar, ao cabo dos três dias, qualquer que seja sua atribuição, qualquer que seja seu devir, no seio dos 132 dias de tribulações.

O conjunto do quadro está agora em seu lugar, em vocês, em sua consciência, na superfície deste mundo e no coletivo da humanidade. Cada jogador tem seu papel, cada acontecimento está em seu lugar e representa, em definitivo, só um espaço de resolução, de clarificação e de liberação. 


Aqui está a resposta do silêncio e da vibração.


... Silêncio ...


Perguntemos.

Pergunta: você disse: « O tempo dedicado ao Espírito no seio da matéria é imutável. Não pode exceder uma duração compreendida entre os 12 e os 24 meses ao nível do humano, em um corpo de carne ». A que correspondem, precisamente, este tempo dedicado ao Espírito e esta duração limitada?

Bem amado, o Espírito é um fogo ardente e devorador. O Espírito leva você ao Espírito. Ao Espírito não importa nada sua matéria e sua forma, ele é sem forma e está em todas as partes. Quando o Espírito se revela ao nível individual, se desperta a Porta nomeada Unidade, e, é claro, previamente AL (isto é, a Porta da alma). No processo nomeado a morte, em um ciclo de encarnações anterior a este período de Liberação, qualquer vida encarna-se e se excarna. A encarnação não corresponde, propriamente dito, ao nascimento, mas a encarnação sobrevém quarenta dias antes da concepção. Então, uma parcela da alma, vivificada pelo Espírito, está presente quarenta dias antes da concepção. Portanto, do outro extremo da vida nomeada a morte, há excarnação. Esta excarnação não sobrevém durante o último fôlego, no momento oficial da morte, mas começa, qualquer que seja esta morte, em geral vinte e quatro meses, em certos casos doze meses, antes da morte física, antes do último sopro. Que seja por doença, que seja por acidente, que seja por suicídio, a excarnação se vê e se percebe, para aquele que é capaz de ver e de perceber, doze ou vinte e quatro meses antes da morte..

É neste sentido que a revelação do Espírito sobrevindo nestes momentos últimos da Terra, nesta dimensão que expira, se traduz também pela ativação das Portas AL e Unidade, e, então, pela revelação da alma em processo de dissolução ou dissolvida, e a revelação do Espírito. A estrutura carbonada não pode seguir viva ante o Espírito para além deste tempo concedido pelos limites da fisiologia sutil de seus corpos sutis, mas, também, de seu corpo de carne na encarnação neste mundo..

Este prazo é um tempo particular. No momento da encarnação, a alma e o Espírito, ainda que presos no Sol, enviam fios codificados de Luz que penetram a mãe, mesmo antes da concepção. Algumas almas privilegiadas são, de fato, informadas sobre sua gravidez muita antes da fecundação do óvulo, o que é cada vez mais frequente, hoje. Então, a alma está presente - no momento da penetração do espermatozoide no óvulo – mesmo antes de penetrar a consciência da mãe e o corpo da mãe.

No processo de excarnação, mesmo o mais violento, por acidente, há sempre uma preparação para a alma, permitindo-lhe desorganizar-se do corpo que vai morrer. Efetivamente, em todas as tradições da terra existe um certo tempo, após a morte, onde a consciência ronda ao redor do corpo. Este tempo estava estimado em termos médio, aí também, em quarenta dias.

Hoje, os vínculos da consciência com o efêmero têm se afrouxado. Esta preparação, desde o aparecimento da primeira Estrela, é indispensável e é agora coletiva. Há, pois, um tempo reduzido durante o qual tudo é possível, mas cada um de vocês, hoje, assim como tive a oportunidade de dizer em uma das perguntas precedentes, está em seu devido lugar durante este processo de excarnação. 

Lembrem-se, no entanto, de que não se trata da morte, mas de sua liberdade, de sua ressurreição à verdadeira Vida, qualquer que seja sua atribuição. Que esta passe pelo Absoluto, pela volta a uma de suas origens ou suas linhagens estelares, que passe pelo transporte de seu corpo de carne pelos irmãos da Confederação Intergaláctica para outros lugares, que passe pela estância no seio dos seis Círculos de Fogo restantes da Terra, em definitivo, não muda nada. Portanto, os processos vividos durante certas experiências ou certos estados, por exemplo, com respeito à pergunta que se fez sobre as experiências vividas durante os anos passados e mais recentemente, é exatamente o mesmo processo que está em curso. A alma e o Espírito revelam-se, implicando um relaxamento da rigidez da consciência no seio deste corpo, permitindo o acesso aos novos potenciais espirituais ilustrados, como eu disse, pelas doze Estrelas, ou inclusive pelos cinco novos corpos e suas funções.

Doze ou vinte e quatro meses, mas, mais frequentemente, vinte e quatro, a título pessoal como a título coletivo, é o tempo necessário para a gestação e para a liberação do Espírito.

As Trombetas, os sons do céu e da Terra aparecendo em números cada vez mais importantes na superfície de suas terras e seus mares, correspondem exatamente ao mesmo mecanismo. Trata-se do chamado da Luz à sua ressurreição. Estes sons não estão ali para aterrorizar vocês, mas para sacudir a consciência comum, permitindo, aí também, por ruptura, reencontrar-se no seio da consciência eterna.

Falou-se muitas vezes a respeito dos três dias, e as primícias destes três dias evocados pelas Trombetas ouvidas de maneira simultânea no conjunto da Terra. Da mesma maneira que muitos de vocês possuindo o Nada (o canto da alma e do Espírito), percebem umas flutuações nestes sons, e percebem talvez o efeito destes sons sobre sua paz e sobre seu amor.


Aqui está a resposta do silêncio e da vibração. 


... Silêncio ...


Perguntemos.

Pergunta: é, antes de tudo, um depoimento... 

De que serve o depoimento se não há nenhuma pergunta?


Pergunta: justo após ter recebido o protocolo de Ramatan, percebi sobre o corpo, pequenas chamas cujo conjunto formavam uma cruz dos pés à cabeça e de um ombro ao outro. O que saía de meu corpo estava sendo queimado pelas chamas, com doçura e com alegria. E quanto a isso?

Bem amado, o que você descreve, o que percebeu, corresponde, evidentemente, ao próprio processo de liberação memorial. No curso deste processo dado por Ramatan, há eliminação, por combustão, do que emerge da consciência comum e do que deve ser queimado. Você viveu, então, isto. Não há mais comentário. 


Aqui está a resposta da vibração e do silêncio.


... Silêncio ...


Perguntemos.

Pergunta: as Estrelas encarnadas ficarão na terra até o planeta-grelha final?

Bem amado, responderei a você de maneira bem mais ampla: qualquer portador de Luz e ancorador de Luz, em sua grande maioria, são necessários por diferentes razões até o planeta-grelha final. A Luz apoia-se em vocês. « A quem muito foi dado, muito será pedido » e, é natural, porque quando há Amor, há partilha, quando há Amor, há doação de si, quando há Luz, o Amor se derrama. Que representam os 132 dias diante da Eternidade devolvida? Que representa a espera com relação ao que vivem agora para muitos de vocês? 

Então, é claro, que as Estrelas encarnadas bem como outras estruturas que não são, propriamente ditas, Melquisedeques, mas, o que eu qualificaria de velhos Espíritos, estão presentes na superfície da Terra e estarão presentes até o momento último da Terra de 3ª dimensão. Muitos deles, assim como os Anciães, os Arcanjos ou as Estrelas, estarão presentes nas estruturas chamadas Círculos de Fogo dos Anciães. Tratar-se-á, assim como o Comandante disse a vocês, de uma festa de Luz, perpétua, durante os 132 dias, permitindo assistir ao parto em consciência da Terra de 5ª dimensão, mas, também, à sua ressurreição, de todos vocês.

Qualquer parto ou qualquer morte, qualquer transformação da consciência, precisa, de certo modo, uma aprendizagem. Da mesma maneira que o bebê aprende a andar, do mesmo modo, devem aprender a voar e a viver a Liberdade. Não se trata de um ensino escolar ou universitário, mas de um ensino direto e vibratório, pelas chaves Metatrónicas e pelas diferentes facetas de seu corpo de eternidade reencontrado nesse momento. 



Aqui está a resposta do silêncio e da vibração


... Silêncio ...


Perguntemos.

Pergunta: São Francisco de Assis foi Akhenaton? e, o que aconteceu com Santa Clara de Assis que é a chama gêmea de São Francisco?

Bem amado, me permita respondê-lo de duas maneiras. A primeira: se você tem lido tudo isso, o que poderiam aportar a você as respostas, a não ser satisfazer sua pessoa? A segunda resposta é a seguinte: nenhuma história sustenta-se, nem nenhum passado sustenta-se, quando a consciência é livre. Aquele que foi Nisargadatta, se apresentou a vocês com o nome de Bidi, só pôde fazê-lo em ultratemporalidade, e nenhuma forma sua, hoje, está disponível, nem sequer uma consciência, se foi, diretamente ao que sempre foi enquanto vivia. A ultratemporalidade permitiu fazê-lo falar, mas em uma trama temporal de 3ª dimensão diferente.

Então, todas estas histórias de personagens, que fosse Akhenaton, que fosse Cristo, que fosse Buda, não representam nada com relação à consciência liberada. A consciência liberada não se importa nada, com estas histórias que só pertencem ao passado, ainda que, em determinadas circunstâncias, estejam vivas com vocês, como foi o caso, em ultratemporalidade, para Bidi. Não fiquem parados com sua história ou com qualquer história, vocês só alimentam a mente e a pessoa. Este conhecimento não aportaria a você nada, só uma satisfação para a pessoa e para o ego. Não há nenhum interesse para sua consciência em conhecer estas respostas, porque o desviariam  do que você é. O que você é não tem nada a ver com isto, quaisquer que sejam os modelos que foram propostos e que foram vividos nesta terra. Eles foram uma ajuda em um dado momento, foram guias, por sua história, por seu depoimento, e talvez, por sua capacidade de conectar-se a eles e fazê-los ressuscitar, de certo modo, em ultratemporalidade, em você. Não esqueça que todas as histórias de qualquer consciência, como do mundo, estão presentes em você e não são independentes de você. 

Como quer liberar-se de sua própria história se tenta lhe acrescentar outras histórias já presentes? Não precisa pôr sua atenção sobre isso, nem sequer sua consciência, mas você leva a si próprio para a densidade e para a materialidade. Não há nenhum benefício em conhecer uma história, qualquer que seja, há  um guiamento, como o realizado pelas Estrelas, para permitir-lhes ver como funciona uma consciência mística. 

Cristo disse-lhes: « O que faço, o farão, e coisas bem maiores ainda ». Talvez, Cristo esteja vivo em você ou Cristo só é uma história passada de uma vida que foi vivida? Há uma grande diferença. Nenhuma história libertará vocês de sua história. Nenhum elemento de conhecimento de uma história, mesmo a mais prestigiosa, pode liberar você, só pode confiná-lo ainda mais. Portanto, eu digo-lhes, liberte-se você mesmo de todas estas adesões, de todas estas histórias passadas, mesmo as mais prestigiosas, porque hoje, neste período, tudo isto, só representam pesos supérfluos que estorvam sua consciência e o impedem. 

Agora, com respeito à própria história: não, Akhenaton nunca foi São Francisco de Assis. A relação de chamas gêmeas - e o objetivo – é o retorno ao Espírito. Não há nenhuma história a continuar, não há nenhum karma a resolver, não há nenhuma redenção a obter, só há que reencontrar-se, como para as chama gêmeas em 2012, e, simplesmente, viver. Não há nenhuma história a construir, não há nenhuma descendência, não há que edificar nada ilusório, mas desfrutar do eterno presente na relação. 

Querer ver histórias que se perpetuam, só é um romantismo da personalidade, nem sequer isso, eu diria que é um romantismo da alma. São Francisco de Assis se reencarnou muitas vezes. Sua última encarnação os foi, talvez, conhecida com o nome de Padre Pío de Pietrelcina na Itália. Hoje, aquele que foi estas duas encarnações, entre outras, é uma esfera planetária. Não há nenhuma história, não há nenhuma chama gêmea que se sustente, houve fusão. 

Desconfiem de todas estas histórias, porque estão inscritas em uma linearidade, e todas as histórias vão desaparecer durante o Chamado de Maria. Não façam reviver o que já passou. O instante presente não conhece nenhuma história e nenhum futuro. A Liberação está aqui, e em nenhuma outra parte. 



Aqui está a resposta do silêncio e da vibração.


... Silêncio ...


Perguntemos.

Pergunta: « Ama e faça o que te agrada » foi com frequência, repetida pelos intervenientes. Foi o que fiz, sendo guiada pelas sincronicidades da vida. Escolhi experimentar diversas coisas, permitiu-me iluminar zonas escuras e posicionar-me, ou ir, para minha Presença e minha eternidade, acolhendo. Mas, tem um preço: a vida me leva a separar-me de tudo, de maneira violenta, dos bens materiais, dos apegos por meus amigos  – e, estes, me culpam ou sofrem com isso. A escolha que fiz é uma prova para a pessoa. Sinto, às vezes, uma culpabilidade forte, uma tristeza profunda e um medo de tudo perder. Pode ajudar-me a atravessar isso? 

Bem amada, você adotou certos preceitos e certos comportamentos que a conduziram à Alegria e à Liberdade, permitindo-lhe ver que os vínculos e os apegos no seio deste mundo, em definitivo, que estes vínculos sejam os mais felizes, são apenas laços e intimidações. É claro, que você mesma tem cavado a própria sepultara de sua personalidade, só lhe resta, hoje, sepultar-se, a fim de que permaneça o que você é, em verdade.

Evidentemente, que é um luto. Este luto será, então, realizado, obrigatoriamente, no momento do planeta-grelha. Nunca dissemos que antes deste planeta-grelha Final, não ia haver sofrimento ou terror, pelo contrário. Prevenimos vocês suficientemente, não para dar-lhes medo, não para alarmá-los, mas para fazer vê-los as coisas de frente. Aquele que quer ser livre não pode estar acorrentado, aquele que quer ser livre deve amar. O Amor é Liberdade, nunca um apego. Só lhe resta, então, para além do que você tem amado e feito, amar a si mesma, totalmente, porque só no Amor você se livrará do olhar do outro, se livrará da culpabilidade, se livrará dos arrependimentos. Isso lhe mostra, simplesmente, que, neste período, você está vivendo o luto da história, o luto dos apegos. Cabe a você assumi-lo, cabe a você ser autônoma. O que você quer? Estar presa e pacificada, até certo ponto, ou quer ser livre definitivamente?

Não esqueça que, quando você morre, todos os laços afetivos - ainda que seja possível voltar a ver estes laços afetivos do outro lado do véu, mas, unicamente, nos mundos intermediários ilusórios – não são nada. Hoje, você ama àquele que te deu a luz e que, no entanto, em outra vida, você matou. Tudo isso só corresponde ao karma, não há nenhuma liberdade nisso. Você não pode, hoje, ao mesmo tempo, ser livre e, ao mesmo tempo, estar presa. Portanto, o que você vive é uma forma de tensão que acabará, necessariamente, em uma ruptura.

Então, não posso ajudar de outra maneira que convidando-a a soltar os pesos da culpabilidade, os pesos do medo do desconhecido, e à mergulhar no que você é. Não há outra saída, não há retorno possível, não há possibilidade de ressuscitar o que está morto, porque o que é importante é sua ressurreição. Cristo dizia: « Deixai os mortos enterrar seus mortos ». Hoje, corresponde a você averiguá-lo. Você é livre?

O que você escolhe? A Liberdade incondicional, ou - escolhe ao mesmo tempo a Liberdade e permanecer apegada a uma história - e que, no entanto, já não é mais - Isso, você deve enfrentá-lo neste Face a Face e sozinha, sem a ajuda de nenhuma entidade, nem a mais luminosa. Afirme sua luz, seja a Luz que você é desde sempre, e a sepultura se fará sem dificuldade alguma, porque a Alegria te saturará, não ficará nenhum espaço para os arrependimentos, para o luto ou para a história. O mesmo ocorre na vida humana, com cada luto, com cada separação, com cada acontecimento traumático.

Hoje, o que você escolhe? Viver? Estando, já, de fato em liberação. O que lhe parece, hoje, um peso, lhe seria muito leve se tivesse a possibilidade de voltar atrás. Portanto, não pode pedir ambas as coisas, ou é uma ou é outra. Seja autônoma, escolha e assuma o que você é. Uma vez mais, que seja para a Terra, que seja para cada um de vocês, nenhuma volta atrás será possível, qualquer que seja a história. A Liberdade tem este preço. Passando ao outro lado, que seja agora ou durante o momento da Chamada de Maria, você rirá destas histórias, quaisquer que tenham sido. Quando a forma desaparece, no momento da morte ou no momento da Ressurreição, não resta nenhum apego para a forma, não resta nenhuma história; é algo constante no processo dos ciclos Arcônticos de morte / renascimento. O que você pode fazer ao respeito? Absolutamente nada. Assuma e seja livre. A Luz está em você, é o que você é, todo o resto são só sombras projetadas.

Liberte-se do apego, não por alguma vontade de romper com isso, mas, bem mais, por sua própria luz que consumirá estas memórias na superfície de sua consciência e de seu corpo.

Tenha confiança na Luz, em sua Inteligência. Ame e faça o que te agrada, ama e deixe a Luz trabalhar.

Não ocupe-se do que já passou, não se ocupe do que já está enterrado. O que quer que digam as demais formas, sejam quais forem os apegos, seja qual for sua natureza, siga amando, apesar de tudo, siga sendo o que você é, o que quer que digam suas irmãs e seus irmãos ao seu redor. O medo do desconhecido não te deixará enquanto não seja você mesmo este desconhecido.

Cada luta, cada angústia, cada acontecimento, só a aproxima de sua liberdade, ainda que, no instante em que você o vive, isso possa aparecer em forma de angústia ou de medo. Por trás de qualquer medo, só há um Amor que cresce, só há um Amor que pede para ser iluminado, então, seja o que você é.


Aqui está a resposta da vibração e a resposta do silêncio.


... Silêncio ...


Perguntemos.

Pergunta: está na moda se autoproclamar desperto. Pode nos falar do verdadeiro Despertar?

O despertar é, simplesmente, como despertar-se, mas não muda nada no mundo. É uma coisa, falar de Despertar e, outra coisa, falar de Liberação ou de Liberados. O Despertar é, simplesmente, o momento em que uma camada isolante se desvanece, onde vocês tomam consciência, se posso dizer assim, que alguns elementos lhes foram ocultados no seio de sua consciência – que seja através da falsificação da história, através de algumas leituras – mas que nunca os despertarão. O verdadeiro Despertar, como tem sido descrito há muitíssimo tempo, é um estado diferente de consciência, ligado à vibração e não à energia, e menos ainda à história.

Definir-se como desperto não traduz nada, há múltiplos Despertos, múltiplas maneiras de se despertar. Mas, o despertar nunca será a Liberdade. O Despertar é, de certo modo, uma tomada de consciência, do invisível, ou, bem, de algum elemento que até agora permanecia oculto na consciência. Existe, pois, uma multidão de Despertar. O Despertar vibral corresponde à recepção do Espírito Santo e à ativação das Coroas radiantes da cabeça.

O verdadeiro Despertar vibratório é a recepção da Luz, mas este próprio Despertar, também, não é a certeza de ser liberado vivente, mas, pelo menos, de ser liberado após o planeta-grelha.

Não é uma moda, é um contágio. Há, efetivamente, nesta terra, cada vez mais irmãos e irmãs humanos despertos. Alguns despertaram para a energia, outros despertaram para a manipulação do mundo, outros despertaram para a vibração, outros, finalmente, despertaram para suas próprias correntes e as veem. Todos estes Despertares só representam, em definitivo, um choque da consciência, permitindo ou não, mas, geralmente sim, uma mudança de paradigma e de orientação da consciência, que estava orientada para a matéria e que, agora, se orienta para o Espírito. Corresponde, mais ou menos, ao que foi nomeada a reversão da alma.

Não há nem moda, nem efeito de moda, só há o contágio, pela intensidade da Luz adamantina presente na terra. Neste sentido que, eu disse, respondendo a uma pergunta anterior, que cada minuto e cada dia que passa torna vocês mais leves, pela densificação da Luz, quaisquer que sejam as aparências, independentemente de seus medos, quaisquer que sejam suas angústias e qualquer que seja o estado de seus corpos. Aceitá-lo, é tornar-se humilde, aceitá-lo, é aceitar soltar as crenças, as histórias, os cenários, e sua própria pessoa.



Aqui está a resposta do silêncio e da vibração.


... Silêncio ...


Perguntemos.

Pergunta: após o protocolo de Ramatan, uma galáxia apresentou-se à minha esquerda, logo, outra idêntica, à minha direita. Durante duas rotações, assisti ao parto de um pequeno planeta imaculado que explodiu em milhares de estrelas. O que significa isso e qual é esta memória liberada?

Querida, não penso que o que foi liberado é o que você viu. O que viu foi permitido, justamente, por uma memória que obstruía isto. O que você viu passar não é o que foi eliminado, mas, bem mais, o que se revelou, eliminando as capas isolantes mais superficiais de sua consciência, que impediam você de ver isto. Assim, convido você, não a reposicionar-se, mas a compreender, que um processo de liberação memorial, através do protocolo dado por Ramatan, faz você viver coisas. Em uma das perguntas precedentes, o irmão ou irmã assistiu a uma queimadura do que saía. Ali, a consciência viu o que ardia. Em seu caso, o que foi visto não é o que se queimou ou o que saiu, mas,simplesmente, o que foi visto, pelo mesmo fato de queimar o que impedia você do ver.

Há, então, parto. O que viu não é o eliminado, mas o que se revelou, em virtude da eliminação do que estava às portas de sua consciência - como sempre no processo de liberação memorial - e o que, de certo modo, refreava seu acesso a estas galáxias e a este parto. Você viveu, então, o acesso a sua multidimensionalidade, deste modo, queimando alguns elementos memoriais que, efetivamente, não apareceram. Você nunca os vê, geralmente, ou bem você assiste ao que arde, ou bem você vê o que resulta desta liberação. Você não precisa ver nem saber o que está liberado, mas constatar os efeitos em sua consciência.


Aqui está a resposta do silêncio e a resposta da vibração.


... Silêncio ...


Perguntemos.

Pergunta: tive dois sonhos. Estou em uma floresta Tropical frente a um jovem gorila. Ele brinca de esconde-esconde, me olhando com o olhar arteiro. Mantenho-me à distância, porque sei que já está em idade adulta e poderia mostrar sua força. O segundo: estou diante da porta de minha casa. E, frente a mim, há uma cerca de alambrado. Escuto os latidos de uma matilha de cães. Um cão salta a cerca e vem posicionar-se à minha esquerda, de pé, as duas patas sobre a parede. Quatro cães seguem-no em fila, põem suas patas sobre o ombro do precedente, e cada um penetra sexualmente ao precedente pela parte traseira. O sonho acaba em um sentimento de estupefação.

A casa, para este segundo sonho, como o veículo, representa seu corpo. Seu corpo está cercado pelo alambrado. Os cães, provocando esta estupefação, ao nível dos sonhos, qualquer que seja a cor dos cães, assinalam uma ressonância astral emocional que impede você de ser Livre.

No primeiro sonho, você está na floresta, é ali onde está o inconsciente, o que não se vê. E ai, você vê o que vê e tem medo, porque entende que o que se manifesta e que atua, está, como se diz, ao máximo de sua força, tornando-se adulto. Há, pois, escondidos em você, elementos que só pede para ser evacuado. Neste período de liberação memorial, cada um dos presentes sobre a terra, vive estes processos de eliminação. Neste caso, e, no sonho, foi-lhe dado a ver o que bloqueava você. Aconselho-a, pois, fazer em você o processo de liberação memorial, que lhe será, então, de grande utilidade para não ser afetada pelo que possa assediar, ainda, as camadas subjacentes de seu inconsciente.

Há, então, não ressurgimento ou retrocesso, através deste sonho, mas, realmente, iluminação do que pode permanecer enterrado em você, pelo que, não pode haver, e, não deve haver, nenhuma culpabilidade, nem nenhum sentido, inclusive, de responsabilidade, já que o sonho lhe mostrou. Não há razão de encontrar, na correspondência ou na causalidade real tridimensional, os elementos precisos que correspondem, de maneira prática, a estes sonhos. Há, muito mais, que situar-se no Coração do Coração, e eventualmente, ajudar a liberação destas engrenagens memoriais, que refreiam, de certo modo, sua Eternidade e sua Liberdade.

Ver sua casa rodeada de alambrados, ou estar em uma casa rodeada de alambrados, só significa que estás, realmente, e, concretamente, confinado neste corpo e nesta história. O impulso da Luz e da Graça dá-lhe a ver isto, mas a não se preocupar, excessivamente, com isso, porque, assim que isso seja visto, mesmo em sonho, isto se evacua. Há só que favorecer esta evacuação por um protocolo de liberação memorial, por exemplo.


Aqui está a resposta do silêncio, aqui está a resposta da vibração.


... Silêncio ...


Perguntemos.

Pergunta: ainda, às vezes, tenho um pensamento do tipo dual, e, me dando conta, saindo do centro, meu coração arde e o calor se propaga por todo o corpo. O que ocorre?

É lhe dado a viver o ponto de vista do observador e da Infinita Presença, neste mundo e em sua vida. Você não pode evitar os pensamentos, mesmo Liberado vivente. No entanto, ver seus pensamentos reajustar-se ao Coração, permite, como o descreve, evacuar e eliminar isso de sua consciência. É isso que é importante.

Os pensamentos passarão enquanto esteja encarnado, porque isso faz parte da causalidade deste mundo. No entanto, tendo a capacidade de viver o Fogo do Coração, este Fogo do Coração vai, também, evidentemente, liberar o que é vivido nesse momento. Você não tem, portanto, que se preocupar, mas, realmente, e, concretamente, adotar este gênero de medida e de prática, assim que isto surge, e você mesmo comprovará que, cada vez mais, isso se evacuará sozinho, nem precisará mais pensar nisso, de pôr sua consciência no Coração, porque ele estará ali, permanentemente, iluminando, então, as zonas de sombra, iluminando, também, às vezes, o que se evacua, mas não estará mais mantido, de nenhuma maneira, nem apegado, de alguma maneira.



Aqui está a resposta do silêncio e a resposta da vibração.



... Silêncio ...


Perguntemos.

Pergunta: por que, sendo tão sensível aos cristais e às vibrações de toda tipo, já não sinto nada, agora?

Bem amado, bem aventurados os simples de espírito. Passando do Fogo vibral ao Fogo Ígneo, o que você quer que haja para sentir? há somente que ser. E não pode ser, unicamente, no sentir, mas, bem mais, profundamente, no ser,quando o sentir desaparece, ele, também, aproximando-o da vacuidade, da Eternidade e do Sem-forma. Não se interrogue, mas viva isto e renda graças. Não há erro, não há ai, também, retrocesso possível. O que permitiu abrir a percepção, o que desencravou seus chakras e sua consciência pelo Fogo do Espírito, manifestou-se por certo número de vibrações, ao nível das Estrelas, das Portas e das Coroas. Então, se em torno de seus alinhamentos, de suas meditações ou de seu sonho, não há nada mais, então, há Paz, então há Eternidade.

Aproveite destes instantes ou destes momentos em que você não está em vibração de consciência, para deixar sua própria consciência se apagar por si mesma, afim de alcançar as moradas de Eternidade, e, sobretudo, o Parabrahman.


Aqui está a resposta do silêncio e da vibração.


... Silêncio ...


Perguntemos.

Pergunta: nos mitos e na astrologia, Lilith foi descrita, por vezes, como a Lua negra, a que utiliza seu poder para manipular ao homem, outras vezes, como a mulher de Amor vinculada à Fonte, rejeitada pelo patriarcado devido a seu forte vinculo com a Fonte. Quem era realmente Lilith?

Como em uma das perguntas anteriores, querida, o que pode aportar- lhe isto? O que pode aportar-lhe no processo de Liberação em curso? Através do conjunto de suas perguntas, de minha Presença, de minha irradiação e de suas irradiações, só é questão de Liberdade. A Liberdade não se acomoda em nenhuma história, não responderei, pois, a esta pergunta, porque não lhe aportaria nada. Ela a situaria, novamente, em um mito, em uma história que você não é. Mesmo se você porte Lilith, em você, então, neste momento, se interrogue sobre as duas vertentes de sua pessoa, o lado escuro e o lado claro. O que precisa de iluminação em você, ainda? O que necessitas demonstrar em você?

Responder a esta pergunta não lhe permitiria ver mais claro, porque, de fato, em todas as perguntas, a questão é só você. Em cada um de vocês, há perguntas. Em cada um de vocês, minha função, se pode dizer, é simplesmente, demonstrar a vocês o que isso significa e não de dar explicações, mesmo se, às vezes, são úteis no desenrolar atual. Lilith não tem nada a ver com o desenrolar atual. Bem, evidentemente, muitos irmãos e irmãs humanos encarnados na carne, fazem viver neles, mitos, histórias. Vocês têm todos, uma atração particular pelo Cristo, por Buda, por Maria. Tudo isso só reflete as histórias que se celebram atualmente em vocês. Lilith, como você disse em sua pergunta, evoca de maneira eterna, o lado escuro e o lado claro. Como você, há os dois em você.

Assim, mergulhe em você, não intelectualmente sobre o que é Lilith, mas, simplesmente, sobre por que esta pergunta de Lilith inquieta você ou interessa a você: porque isso se celebra em você. O combate da sombra e da Luz mostra, simplesmente, que você ainda não viveu sua Eternidade, quaisquer que sejam suas experiências. Existe, ainda, uma forma de dualidade, porque tudo o que é visto por fora, mesmo através das histórias, só pode estar presente em você.

Então, ultrapasse este mito, ultrapasse este arquétipo. Que isso seja a lua negra, que isso seja uma das mães criadoras deste Universo, não tem nenhuma importância. Não é mais o tempo, hoje, de relacionar-se com qualquer egrégora que seja.

Lembro-os, por outro lado, que na resenha histórica dos intervenientes, faz, agora, numerosos anos, que interromperam-se as alianças vibratórias comuns. Encontrem sua autonomia, não dependam de nada, aí está A Verdade. Nenhum mito, nenhum arquétipo, nenhuma história, nenhum sábio, lhes será de alguma ajuda no momento do Chamado. Vocês estarão sozinhos, frente a vocês, frente a frente e face a face. Todas estas construções mitológicas ou arquetípicas só têm uma função: impedi-los de ver a Verdade. É tempo, agora, de realizá-lo e de não apoiá-los em outra coisa, que não o que vocês são na verdade, e que não conhece nenhuma história, nenhum mito, nenhum arquétipo. Só há o Amor, e nada mais que o Amor. Todo o resto é bagagem supérflua. Aceitem-no, agora, ou, então, esperem a Chamada de Maria, porque, o que eu lhes digo, se realizará na totalidade. Comprovarão por vocês mesmos, que aí onde creram, aí onde construíram historias, tudo isto, não resiste diante do Amor e só são pretextos para afastá-los do Amor. Vocês o verão claramente, se isso não os é acessível, ainda.

Um arquétipo, um mito, um grande personagem, é portador de uma memória e de uma energia, mesmo se este, é dissolvido no seio do Absoluto. Inclinar-se sobre isto faz reviver o passado e reenvia-os a seu próprio confinamento. Uma vez mais, nenhum arquétipo, nenhum mito, nenhum sábio pode torná-lo autônomo. Volte-se para você e não veja, nada mais, que o que está no centro de seu Ser, e verá: só há o Amor. Não há lugar para uma forma, não há lugar para uma história, ainda que fosse a mais prestigiosa e a mais arquetípica. Então escolha.


Aqui está a resposta da Luz, em silêncio e vibração ao mesmo tempo.


... Silêncio ...


Perguntemos.

Pergunta: concernente a sexualidade, você nos disse que, enquanto não havia Liberação, havia uma noção de poder e de controle. Para aquele que não está Liberado, como viver sua sexualidade sem voltar a estas noções, e se é um freio para o retorno à sua Eternidade? Como não culpabilizar-se? Deve ser parado isso, o que diria novamente: «o que você tem, tem você»?

Bem amado, não há nada a recusar, não há que reprimir nada, só há que ver as coisas. Se você vê isto, aí, também, eu lhe diria: «Ama e faça o que te agrada», mas não se engane.

Não seja enganado pelas circunstâncias da sexualidade profana. Qualquer que seja o prazer, qualquer que seja a felicidade e qualquer que seja a harmonia, há sempre uma predação, que o queira ou não, está na mesma lógica, eu diria, da encarnação e da filiação. A procriação, ela mesma, no seio deste mundo, é um ato de predação, do ponto de vista do Absoluto, precipitando as almas com os vínculos transgeracionais, Kármicos, em uma ronda interminável. Então,certamente, para um casal, é agradável e, mesmo, às vezes, necessário procriar. E, às vezes, isto faz feliz, e, às vezes, há abertura, mas, vão para além das aparências. Não quero dizer aqui, que não há que dar a luz, procriar ou realizar atos sexuais, quero dizer, simplesmente, que há que ver, claramente, e, sobretudo, não culpabilizar-se.

A predação é inerente à relação, no sentido humano; nunca há equilíbrio. O único equilíbrio é o Coração do Coração, sem implicação familiar, afetiva e sexual, social. Ela é livre de todo apego. Você pode dizer que isto é o caso no seio da família, no parto ou na sexualidade? Não. Mas, não serve de nada se privar disto porque não mudaria nada. Há, simplesmente, que dar-se conta disso, vê-lo e fazer o que gosta.

A sexualidade sagrada se desvelará a você, se lhe é útil para sua Liberdade e sua Liberação. Ver suas correntes, já permite limitar o peso destas correntes. Aceitar suas correntes, já é se liberar disso. É questão disto. Toda privação só reforçaria, todo controle aí, só reforçaria a história e a pessoa. Privar-se disso, como o realizar, em definitivo, não muda nada. Só o ponto de vista e seu Coração, se o põe à frente, preservará você de novas correntes. Isso foi dito, há mais de um ano, pôr o Amor à frente, o Amor a trás, o Amor acima, o Amor abaixo, o Amor à esquerda, o Amor à direita, o Amor por todas as partes, dentro como fora, e não se preocupe do resto, que isso concirna aos filhos, à procriação, que isso concirna à sexualidade, tudo estará em ordem.

Ver as coisas, inclusive, que você vive, não deve, em nenhum momento, arrastar culpabilidade ou responsabilidade, senão você será escravo e acorrentado. Ver isto, já é, como eu disse, liberar-se de suas correntes, e deixar a Vida viver você, deixe à Inteligência da Luz atuar, e apague-se.

Isso não quer dizer renunciar, mas, isso quer dizer desaparecer de toda história, que isso seja através do parto, que isso seja através da procriação, da sexualidade ou de toda relação.

A sexualidade profana (não vejam aqui nada depreciativo) sempre está orientada sobre a predação. Mesmo se há intercâmbio harmonioso, há, necessariamente, o que chamam intercâmbio de fluídos, e há, pois, predação, é independente de sua consciência, isso só depende de seu corpo. Mas, não é por isso, privando-se, que porão fim a isso, infelizmente, mas, bem mais, vendo as coisas tal como elas são, e colocando-se no Coração.

O mesmo ocorre com a filiação, com os que chamam seus filhos, ou pais, são, justamente, aqueles com os quais você experimentou os maiores dramas em sua história. O Amor, filial, é, por vezes, o meio de reparar, mas é, antes de tudo, um meio de perpetuação das correntes, qualquer que seja o Amor portado; que seja maternal, paternal, filial, isso não muda nada ao que é subtendido por isso e que lhes é escondido.

Uma vez mais, não se trata de recusar ou de contrariar, é questão de ver isso com precisão e se libertar disso – pelo Amor.


Aqui está a resposta do silêncio.


... Silêncio ...


Perguntemos.

Pergunta: por duas vezes, a Luz Negra sem Luz, surgiu com a sensação de conhecer este estado que não é, realmente, um estado, mas no qual a consciência não está estabilizada. É uma aproximação do Absoluto?

Você fala da Luz Negra ou fala da escuridão, ou da sombra? Trata-se de três coisas diferentes. O Absoluto é sem forma e sem Luz, nem bem, nem mal, há, simplesmente, um reconhecimento do que você é, neste estado. Se não houve, pois, reconhecimento do que você é, do nascimento da alegria perpétua e da Paz permanente, isso é qualquer coisa, simplesmente, que não tem nada a ver com o Absoluto. O Absoluto, uma vez mais, é nossa morada de Eternidade para todos, o Último. Esse Último, proporciona a Paz, a beatitude, mesmo tendo-o vivido só um instante muito curto. E este instante muito curto é indelével, e implica transformações radicais nos mecanismos de funcionamento da consciência ordinária como da supra-consciência.


você pode repetir a pergunta?


Pergunta: por duas vezes, a Luz Negra sem Luz, surgiu com a sensação de conhecer este estado?

Obrigado, com isto basta.

A Luz Negra sem Luz, para mim, não quer dizer nada. Há Luz ou não Luz. Se há Luz Negra, está em algo que é diferente do Último ou do Parabrahman. A Luz Negra é a antecâmara da criação, mas não é o Último. No Último, não há nenhuma Luz, nem negra, nem branca, nem de alguma outra cor. Então, não pode haver Luz Negra sem Luz.

Então, não posso responder de maneira satisfatória a esta pergunta, porque o que é expressado através destas palavras é antagonista. A Luz Negra é uma coisa, a escuridão é outra coisa, e a sombra, também, é outra coisa. Não pode haver Luz Negra sem Luz.

O importante, não é o que é visto, porque no Absoluto e no Parabrahman, não há, estritamente, nada a ver nem a perceber, não há mais consciência, exceto, no momento da primeira penetração e da própria extinção da consciência, mas há esta memória indelével e transformadora, que, de fato, não é uma memória, mas que está ativo a cada minuto e que confere Paz e beatitude. Recordem que no Parabrahman, não há nenhuma referência possível nem nenhuma palavra que possa traduzir isto. Por outro lado, existem palavras e expressões que não são compatíveis com esta experiência e este estado. A Luz Negra já é criação, é a antecâmara da manifestação da consciência. O Parabrahman é anterior a toda Luz, é escuridão, não há referências, e, no entanto, é a totalidade dos mundos que está aí.


Aqui está a resposta do silêncio e a resposta da vibração.


... Silêncio ...


Em nosso Silêncio e em nosso Amor, eu dou a cada um de você a Paz, e acolho seu Amor, como você acolhe o meu, que não é outro, que o mesmo Amor.

Eu o Amo, sem medida e sem condição.



... Silêncio ...


Eu não o deixo.


***

Tradução do Espanhol Célia M.: http://natransparenciadoser.blogspot.com.br/


4 comentários:

  1. No Silêncio... e na Vibração... Rendemos Graças amada irmã!
    Abs na Luz que somos!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Gratidão, amada!
      Beijos Iluminados no coração!

      Excluir
  2. Respostas
    1. Oi, Elisabethe!
      Acolhemos! na Paz e na Plenitude!
      Beijos! querida irmã do coração!

      Excluir